Covid-19

Mais de 8400 reações adversas: uma em cada mil vacinas

Mais de 8400 reações adversas: uma em cada mil vacinas

Dos efeitos reportados ao Infarmed, 3290 foram considerados casos graves e 5180 sem gravidade.

O número de reações adversas à covid-19 aumentou para 8470, mais 894 (11,8%%) do que no último balanço divulgado pela Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), a 18 de junho. Em termos percentuais este aumento é inferior ao do número de vacinas inoculadas, que subiram 15%, para 8 470 118 doses desde o início da campanha de vacinação.

Dos efeitos secundários reportados, 3290 (39%) foram considerados graves e 5180 (61%) sem gravidade. Destes casos, 1947 foram considerados como "clinicamente importantes" e 943 como "incapacitantes". Houve 252 hospitalizações, 93 que representaram "risco de vida" e 55 classificadas como "morte".

No entanto, frisa o Infarmed, "os casos de morte ocorreram num grupo com uma mediana de idades de 78 anos e não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina", pois pode "decorrer dos padrões normais" de morbilidade e mortalidade da população.

Pfizer com mais casos

Das quatro vacinas dadas em Portugal, é a da Pfizer (Comirnaty) que regista maior número de reações adversas (5651). No entanto esta é também a vacina que é mais inoculada no país. Por cada mil vacinas administradas verificou-se um caso de reações adversas. A mesma média da vacina da Moderna, com 556 reações. A da Janssen é a que tem média menos elevada 0,5 por 1000 vacinas, num total de 130 reações. Já a AstraZeneca (Vaxzevria) verifica a média mais elevada 1,5, em 2133 notificações. Contas feitas, a média é de 1 caso por mil vacinas.

Na notificação por idades, foram as pessoas entre os 40 e os 49 anos que reportaram mais casos graves de reações adversas (690). Os casos sem gravidade foram mais notificados pela faixa etária dos 30 aos 39 (1155).

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Por género, as mulheres reportaram muito mais reações adversas do que os homens. O sexo feminino notificou 2317 casos graves e 3609 não graves. O sexo masculino 642 casos graves e 1137 não graves. Sem género notificado foram reportados ainda mais 330 casos graves e 434 sem gravidade.

As reações mas comuns foram as dores musculares (mialgias), com 2638 casos reportados, as dores de cabeça (cefaleias), com 2341, dores no local de injeção, com 2203 e febre (pirexia) 2156. As menos comuns foram a diarreia (333), vómitos (406) e mal-estar (422).

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