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Mais de dois terços das greves não conseguem resultados

Mais de dois terços das greves não conseguem resultados

Foram recusadas em média 72% das reivindicações na última década. Em 2021, só 29% foram parcialmente aceites. Transportes lideram nas paralisações.

A esmagadora maioria das reivindicações que estão na base das greves em Portugal é recusada, o que mostra que os resultados imediatos são reduzidos, apesar do peso político da contestação social, que ajuda a desgastar os governos. Nos últimos anos, a taxa de sucesso voltou a melhorar. Em média, na última década, 72% foram rejeitadas, 24% parcialmente aceites e apenas 4% acolhidas na totalidade. Com raras exceções, as greves são sobretudo no setor dos transportes e armazenagem, seguindo-se as indústrias transformadoras. Num terceiro lugar já afastado, estão atividades de saúde humana e apoio social.

Em 2021, segundo o Gabinete de Estratégia e Planeamento, do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, foram recusados 65,7% do total de cadernos reivindicativos, num quadro de recrudescimento das greves, que totalizaram 157, batendo as 147 de 2019, último ano da geringonça.

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