Centros de saúde

Mais de metade das consultas são feitas à distância

Mais de metade das consultas são feitas à distância

Atividade assistencial nos centros de saúde recupera face a 2020. Idas às urgências crescem.

Até ao final de fevereiro deste ano, foram realizadas cerca de 3,4 milhões de consultas nos cuidados de saúde primários à distância. Os dados provisórios da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) para 2022 mostram que mais de metade das consultas (56,7%) nos centros de saúde não são presenciais. O período em análise pelo Ministério da Saúde é ainda marcado pela forte procura dos utentes pelos serviços de urgência.

No total, foram realizadas seis milhões de consultas nos cuidados de saúde primários nos dois primeiros meses de 2022: "menos 5,3% do que em 2021, mas mais 10,4% do que em 2020", lê-se no comunicado do Ministério da Saúde.

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Os valores confirmam uma ligeira recuperação face a fevereiro de 2020, quando ainda não havia registo de covid-19 em Portugal, e um desaceleramento face a 2021, numa altura em que o país enfrentava uma das piores vagas do vírus.

Os dados confirmam uma subida acentuada da procura das urgências face a 2021 (mais 55%). Mais de 886 mil dirigiram-se aos hospitais até fevereiro deste ano, aponta a ACSS. Apesar do grande aumento, a procura por estes serviços ainda está aquém dos valores pré-pandemia (menos 19%).

Três meses de espera

As consultas nos hospitais do SNS estão também a recuperar: realizaram 2,16 milhões de atendimentos, "o que representa um crescimento de 15,6% face ao período homólogo de 2021". O Ministério da Saúde salienta que os números estão "em linha com os valores registados em igual período de 2020 e 2019".

A ACSS estima 3,1 meses de espera no final de fevereiro na lista de inscritos para cirurgia. Um valor que baixou cerca de 25% face a 2021. Desde o início do ano, realizaram-se quase 122 mil intervenções.

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