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Mais de metade dos portugueses contra fim do uso de máscaras

Mais de metade dos portugueses contra fim do uso de máscaras

Satisfação com a forma como o país tem lidado com a pandemia é crescente, mas a situação ainda causa muita preocupação sobretudo entre os mais velhos.

Mais de metade dos portugueses está contra a decisão do Governo de deixar cair a obrigatoriedade do uso de máscara de proteção contra a covid-19 nos espaços fechados. Muitos continuam a usá-la, sempre e às vezes, e só uma minoria (22%) admite que nunca a coloca. Apesar das críticas ao levantamento das máscaras, são cada vez mais os que consideram que Portugal tem lidado bem e muito bem com a pandemia.

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A decisão de pôr fim às máscaras, com exceção dos serviços de saúde e transportes públicos, não agradou a 55% dos inquiridos na sondagem Aximage realizada, entre 19 e 24 de maio, para o JN, DN e TSF. Outros 37% concordam com a decisão do Governo e 8% não manifestaram opinião.

A maioria dos críticos são da Região Norte, mas na Área Metropolitana do Porto, onde a pandemia também cresce a ritmo acelerado, há mais pessoas a concordar do que a discordar do alívio das máscaras. Olhando aos grupos etários salta à vista que são os mais velhos que mais discordam do fim das máscaras. E o inverso também é notório: 49% dos inquiridos entre os 18 e os 34 anos acham que a decisão foi acertada.

22% nunca usam máscara

O comportamento dos portugueses parece acompanhar a crítica: 46% dos inquiridos garantem que continuam a usar sempre máscara e 32% referem fazê-lo às vezes. Apenas 22% dos inquiridos revelam que nunca usam máscara nos espaços onde já não é obrigatória.

Apesar de haver decisões que não convencem a maioria, são cada vez mais os portugueses satisfeitos com a forma como Portugal tem lidado com a pandemia: 49% consideram que o país tem estado "bem" e "muito bem", 34% respondem "nem bem nem mal" e 15% "mal ou muito mal".

Comparativamente com os meses de fevereiro e julho do ano passado, há uma tendência crescente das respostas positivas e decrescente das negativas. A percentagem dos que respondem "nem bem, nem mal" não apresenta oscilações significativas.

As áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa bem como o Sul do país e as ilhas são as regiões mais satisfeitas com a evolução da pandemia em Portugal nos últimos meses.

Mais velhos são pessimistas

Embora quase metade da população (47%) acredite que o pior período já passou, ainda há 13% que olham para o atual momento como o mais grave e 16% que creem que o pior está para vir. As pessoas entre os 35 e os 49 anos são as mais confiantes - 57% acreditam que o pior já passou -, enquanto os mais velhos, a partir dos 50 anos, estão mais pessimistas: 40% acham que o futuro reserva piores dias.

Um pessimismo que encontra eco no nível de preocupação que os portugueses parecem sentir perante a atual situação da pandemia em Portugal e no resto do Mundo: 68% dizem estar "bastante" e "muito" preocupados. O número é relevante, mas já foi pior.

Em novembro de 2020, quando Portugal entrava na segunda vaga da pandemia e ainda não havia vacinas, 92% dos inquiridos manifestaram muita e bastante preocupação com a pandemia. Face ao anterior período em análise (julho de 2021), há menos pessoas a admitir muita preocupação (de 45% para 17%) e mais a revelar "bastante" preocupação (de 45% para 51%). A percentagem dos que se dizem "nem muito, nem pouco" preocupados subiu de 5% para 18%.

Perceção do risco de contágio está mais elevada do que no último verão

Este mês, 28% dos portugueses acham que a possibilidade de serem infetados pelo vírus é "alta" ou "muito alta", mais do que no verão passado, quando 23% deram as mesmas respostas. A maior parte (37%) responde "assim-assim" e 34% acreditam que a possibilidade é "baixa" ou "muito baixa". Ao longo do tempo, a perceção do risco de contágio pela covid-19 tem variado significativamente, o que estará relacionado com o momento em que os inquiridos são auscultados. A Área Metropolitana do Porto é a região do país onde há mais consciência do risco de infeção: 40% dos inquiridos reconhecem que a possibilidade de serem contagiados tendo em conta os locais que frequentam, as pessoas com quem convivem e os cuidados que têm, é alta ou muito alta. Esta perceção cai para metade (20%) na Área Metropolitana de Lisboa, tal como no Sul e ilhas.

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