Porto

Mais de uma centena em protesto contra "roubo" no preço dos combustíveis

Mais de uma centena em protesto contra "roubo" no preço dos combustíveis

"Não há gota para esta palhaçada". Foi sob este lema que mais de uma centena de pessoas se manifestaram na Avenida dos Aliados, no Porto, contra o preço dos combustíveis. O ruidoso protesto de quem "sofre na pele" com os aumentos começou com uma concentração em frente ao edifício da Autarquia para, depois, continuar pelas ruas da cidade.

O ritmo do descontentamento foi marcado pelo som de um tambor, misturado com o barulho das motas e o buzinar dos carros que iam passando. À mesma hora, em Lisboa, decorria um protesto pela mesma causa. De manhã, em Vila Real, houve uma marcha lenta.

"Não se trata apenas dos combustíveis, mas de tudo o que está associado. Isto vai afetar o custo dos bens de primeira necessidade, as roupas, tudo", lamentou Cláudia Martins, que vive em Guimarães e meteu folga no trabalho para ir ao protesto. Até porque, o aumento dos preços já se fez sentir no seu orçamento familiar.

"Metia 100 euros todas as semanas para fazer as minhas viagens e, agora, são 150 euros. Ao fim do mês, são mais 200 euros", disse.

Os aumentos também já alteraram a vida de Pedro Jesus. "Sou divorciado e, de 15 em 15 dias, levava a minha filha para almoçar. Agora não. Vou ao supermercado e faço o almoço. O valor que usava no almoço, uso nos combustíveis", contava ao JN, quando um grupo de motards se juntou ao protesto.

A conduzir uma das motas estava Nuno Correia. Tem 31 anos e aponta o dedo ao Governo. "O preço dos combustíveis é um exagero. Não nos podemos esquecer que 60% são impostos para o Estado. Considero mesmo um roubo", criticou.

Sentado na escadaria que conduz à entrada da Câmara do Porto, Paulo Ferreira levava a revolta inscrita num cartaz. "Sorria está a ser roubado", lia-se. "Tendo em conta o salário mínimo, estamos a pagar um preço inadmissível", referiu ao JN.

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A escassos metros, de pé, estava Philipe Pires. Era um dos mais ativos na manifestação e ia repetindo frases de descontentamento. "Costa para a rua, acabou-se a ditadura" foi uma das frases. "Querem aumentar o preço para que as pessoas consumam menos e usem alternativas mais sustentáveis, mas isso não é solução", disse.

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