Sinistralidade

Mais pessoas apanhadas a conduzir sem carta

Mais pessoas apanhadas a conduzir sem carta

Nos primeiros quatro meses do ano, registaram-se menos acidentes e menos vítimas na estrada. Mas a criminalidade rodoviária aumentou 14,7%. Houve mais pessoas detidas, a maior parte por conduzir sem carta.

Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), nos primeiros quatro meses do ano, registaram-se menos acidentes rodoviários e menos vítimas mortais. Mas aumentou a criminalidade rodoviária, em 14,7%, em comparação com o mesmo período de 2020, atingindo 7,5 mil condutores.

Um relatório da ANSR, divulgado esta quinta-feira, revela que mais de metade das detenções (54,5%) deveu-se à falta de habilitação legal para conduzir, com um aumento de 76,9% desses casos, comparativamente ao verificado entre janeiro e abril de 2020.

Também se registou um aumento nas infrações pela ausência de inspeção periódica obrigatória (mais 75,8%), pelo não uso de cinto de segurança (mais 29,5%), uso do telemóvel (mais 20,1%) e pelo não uso de sistemas de retenção (mais 28,4%).

Quanto à condução sob o efeito do álcool, nos primeiro quatro meses do ano, foram submetidos ao teste 488 mil condutores, o que representa um aumento de 10,4% face a 2020, embora a taxa de infração (número total de infrações por álcool e testes efetuados) tenha diminuído 49,4%, de 1,6% nos primeiros quatro meses de 2020 para 0,8% em igual período de 2021.

No que diz respeito ao excesso de velocidade, a taxa de infração (número total de infrações de velocidade/veículos fiscalizados por radar) reduziu 25,8%, de 0,8% entre janeiro e abril para 0,6% registado no período homólogo.

No geral, o relatório de sinistralidade e fiscalização da ANSR confirma a tendência de descida da maioria dos indicadores de sinistralidade, o que se deve sobretudo a uma diminuição do tráfego rodoviário.

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Nos primeiros quatro meses do ano, foram registados 6515 acidentes com vítimas e 74 vítimas mortais, menos 1128 (-14,8%), menos 24 vítimas mortais (-24,5%) menos 26 feridos graves (-5,5%) e menos 1643 feridos ligeiros (-18,2%).

A maior parte dos acidentes deveu-se a colisão (51,1% dos acidentes com vítimas), apesar de ter estado apenas na origem de 32,4% das vítimas mortais. Os despistes, que representam 36,2% do total de acidentes, foram responsáveis por 45,9% das mortes e 42,6% dos feridos graves.

Quanto ao tipo de via, o relatório indica que nos arruamentos (67% do total de acidentes) as vítimas mortais reduziram 13,2%. Mas os feridos graves aumentaram 14,6%. Nas estradas nacionais, onde ocorreram 16,5% dos acidentes, verificaram-se diminuições de 32,3% e 28,9%, respetivamente, nas vítimas mortais e feridos graves.

Segundo o relatório, 67,6% do total de vítimas mortais eram condutores, 6,8% passageiros e 25,7% correspondiam a peões.

"Em termos de variação homóloga, destacou-se a redução de 70,6% nas vítimas mortais com perfil de passageiro, sendo ainda de referir, nas vítimas mortais, as diminuições de 17,4% no caso de peões e de 13,8% nos condutores, correspondendo a menos 12, menos quatro e menos oito vítimas mortais que em 2020, em cada qual dos casos", especifica-se no relatório da ANSR.

Já em relação à categoria de veículo interveniente nos acidentes, os automóveis ligeiros constituíram 71,5% do total, com uma redução de 18,3% relativamente ao período homólogo, seguida de uma redução de 15,5% dos automóveis pesados e de 11,2% dos ciclomotores e motociclos

Entre janeiro e abril, 54,1% do número de vítimas mortais registou-se na rede rodoviária sob responsabilidade de seis gestores de infraestruturas: Infraestruturas de Portugal (32,4%), Brisa (5,4%) e municípios de Alcobaça, Santa Maria da Feira, Sintra e Vila Nova de Gaia (4,1% para cada).

O relatório refere também que foram fiscalizados 36,2 milhões de veículos, quer presencialmente, quer através de meios de fiscalização automática, tendo-se verificado uma diminuição de 5,8% em relação ao mesmo período de 2020.

Nessas ações foram detetadas 356,6 mil infrações, o que representa uma diminuição de 21,2% face ao período homólogo do ano anterior. A taxa de infração (número total de infrações/total veículos fiscalizados) foi de 0,99%, uma redução de 16,4% face à taxa de 1,18% registada em 2020. Relativamente à tipologia de infrações, 55,9% do total registado neste período foi referente a excesso de velocidade.

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