Eleições

Manuel Pizarro reeleito líder da distrital do PS/Porto com 70% dos votos

Manuel Pizarro reeleito líder da distrital do PS/Porto com 70% dos votos

Líder reeleito da Federação do PS/Porto lamenta campanha de José Manuel Ribeiro, a quem pede paz. Eleições em Braga correm risco de impugnação.

Manuel Pizarro bateu de forma expressiva José Manuel Ribeiro na corrida à presidência da Federação do PS/Porto, com 70% dos votos.

Dos 7600 militantes que foram às urnas, 5300 decidiram que o eurodeputado socialista deveria renovar o mandato à frente da estrutura distrital. Já o autarca de Valongo ficou-se pelos 30%.

Na hora da vitória, Pizarro lamentou que a "campanha tenha sido mais de ataques pessoais" do que de projetos estratégicos. Noutras 12 federações, houve vitórias ainda expressivas, como a de Mendonça Mendes, em Setúbal, que obteve 90%.

"Pelo que me toca, a página está virada", garantiu o líder reeleito, às 21 horas, quando foi anunciada oficialmente a votação, que o dirigente socialista classificou de "o mais extraordinário resultado das eleições de hoje e uma prova da vitalidade da Federação PS/Porto".

Numa intervenção de cerca de cinco minutos, Pizarro mostrou que as acusações de José Manuel Ribeiro, que disse que o eurodeputado atuava como "dono disto tudo" na distrital, ainda estão muito frescas. "Espero que, a partir de agora, possamos nos unir. Lamento que esta campanha tenha sido mais de ataques pessoais", disse.

O autarca de Valongo tinha lamentado que Pizarro se tenha recandidato, quando o seu projeto para a Câmara do Porto "já perdeu duas vezes" .

Em Braga, outra grande distrital, pelas 22 horas estavam ainda a contar-se os votos. Aqui a disputa opôs Joaquim Barreto, que corre à reeleição, a Ricardo Costa, cujos apoiantes ameaçaram impugnar o ato. Em causa esteve o facto de a distrital não ter permitido a mudança de locais de voto, como algumas concelhias pretendiam para implementar medidas de segurança devido à covid-19.

Em cinco federações onde havia duas candidaturas, os militantes deram a vitória a Jorge Gomes, em Bragança, Vítor Pereira, em Castelo Branco, Walter Chicharro, Leiria, e António Mendonça Mendes, Setúbal. "Dentro do PS não há adversários. Há outro tipo de projeto. E, por isso, encaro com muita naturalidade o que possa ver visto como oposição interna. Não é normal é não haver mais candidaturas", disse, ao JN, Mendonça Mendes, secretário de Estado das Finanças, que teve 90% dos votos.

Não houve surpresas em oito distritais onde só havia candidatos únicos. É o caso de Viana do Castelo, onde o autarca de Caminha, Miguel Alves, entrou para mais um mandato, e da Área Urbana de Lisboa, em que Duarte Cordeiro se reelegeu. Ao fecho desta edição, Nuno Moita era dado como vencedor em Coimbra, derrotando João Portugal.

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