Política

Marcelo recusa comentar "casos concretos" do SNS

Marcelo recusa comentar "casos concretos" do SNS

O Presidente da República considerou este sábado que "a estabilidade é uma coisa que se constrói todos os dias" e um processo que recomeça em cada legislatura, referindo que "não há dois governos iguais, nunca". Recusou-se comentar "casos concretos" do SNS num dia em foi anunciado o fecho da urgência pediátrica do Garcia de Orta.

Em declarações aos jornalistas, na Estufa Fria, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que há pressa no apuramento dos resultados, formação do Governo e subsequente apresentação e aprovação Orçamento do Estado para 2020, "para os portugueses saberem exatamente as linhas com que se vão coser" no próximo ano.

"Os portugueses querem é que rapidamente sejam apurados os resultados, nomeado o Governo, entre em funções, apresente o primeiro Orçamento e comece em cheio a nova legislatura. É isso que eles querem. Votaram, querem ver o resultado do voto o mais depressa possível", afirmou.

Questionado se a inexistência de qualquer acordo escrito entre o PS e os partidos à sua esquerda pode trazer instabilidade, o chefe de Estado remeteu para declarações suas anteriores no sentido de que esse não é um fator essencial: "Sabem qual é a minha posição sobre essa matéria. Está definida há muito tempo".

Marcelo não comenta casos concretos do SNS

Questionado se o Governo não pode fazer mais pela saúde, num cenário de possível excedente orçamental, o chefe de Estado respondeu: "Vamos esperar. Houve eleições, o Governo está em formação, há de haver um Governo, há de haver um Orçamento para o próximo ano. E aí se verá qual é o peso que o Governo dá à saúde, como é que vai afetar os recursos para a saúde, qual a prioridade dada à saúde".

"Nós sabemos que, para os portugueses em geral, a saúde é uma das prioridades sensíveis. Vamos esperar agora para ver como é no Orçamento para o ano que vem", acrescentou.

Escusando-se a comentar "casos concretos" e a fazer uma avaliação da oferta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o Presidente da República defendeu que "é muito importante dar à saúde mental aquele relevo que durante muito tempo não teve"