Covid-19

Marcelo admite "confinamento muito mais rigoroso"

Marcelo admite "confinamento muito mais rigoroso"

O Presidente da República antecipou hoje dois cenários em relação às medidas de combate à pandemia de covid-19, admitindo que se as infeções se mantiverem nos valores mais recentes será necessário ponderar um "confinamento muito mais rigoroso".

"O primeiro cenário é de regressarmos a quatro mil, cinco mil, seis mil casos por dia", o que se traduz numa "redução do número de casos destes últimos dois dias" (em que os novos contágios diários rondavam os 10 mil), e isso "significaria regressar àquilo que era o regime vigente até agora", apontou o Presidente.

Já no caso de a evolução da pandemia "continuar neste ritmo mais elevado", alertou Marcelo Rebelo de Sousa, "então aí vai ter que se ponderar um confinamento muito mais rigoroso, exceto por ventura o encerramento de escolas".

"Sobre isso serão ouvidos os partidos por duas vezes, antes da sessão epidemiológica [de terça-feira] pelo primeiro-ministro, depois da sessão epidemiológica pelo Presidente da República", assinalou, apontando que a sua decisão será "levada ao parlamento, que autorizará".

Marcelo Rebelo de Sousa ressalvou que, mesmo com um agravamento das medidas, a campanha eleitoral não estará em causa, porque "a atividade política está salvaguardada por lei, e deve ser salvaguardada em qualquer caso pelo decreto presidencial e pela sua execução".

Também o desconfinamento para permitir às pessoas deslocarem-se aos locais de voto será "obviamente" tido em conta, garantiu, antecipando que no dia 24 de janeiro "haverá liberdade de circulação, de deslocação, permitindo o exercício do direito de voto".

PUB

O Presidente da República, e candidato, disse também que, antes de marcar a data das eleições presidenciais, teve dúvidas quanto a um possível adiamento, pelo que ouviu os partidos com representação parlamentar, que recusaram esse adiamento.

"Ao contrário das outras eleições, quanto às eleições presidenciais a Constituição, ela própria, fixa os termos que determinam a data, ou as datas possíveis da eleição, porque a data é fixada em função do termo do mandato anterior do Presidente, o que significa o quê? Que para haver um adiamento, e por isso perguntei aos partidos políticos, era preciso haver revisão constitucional", explicou, notando que só pode acontecer por iniciativa do parlamento e que não é "muito fácil" que possa acontecer "em tempo útil".

Marcelo Rebelo de Sousa disse também ter optado por convocar as eleições "mais tarde", porque o parlamento aprovou nova legislação, que entrou em vigor em novembro, e prevê a possibilidade do voto domiciliário para quem está em isolamento devido à covid-19.

O chefe de Estado apelou ainda aos cidadãos que se disponibilizem para as eleições, que obrigarão a uma "máquina eleitoral brutal", e agradeceu especialmente aos que vão a casa dos eleitores recolher os votos.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG