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Marcelo: crise política em 2021 "não é previsível nem desejável"

Marcelo: crise política em 2021 "não é previsível nem desejável"

O presidente da República e recandidato ao cargo, Marcelo Rebelo de Sousa, disse que uma crise política em 2021 "não é desejável nem previsível". Sobre se o ministro Eduardo Cabrita se devia ter demitido na sequência do caso do SEF, afirmou que só "pode e deve" falar como presidente.

"Não é desejável nem previsível uma crise política em 2021. As outras crises já cá estão, afirmou Marcelo, esta segunda-feira, em entrevista à TVI. O presidente reforçou que "não passa" pela sua cabeça que venham a existir eleições legislativas no próximo ano.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que "o segundo mandato vai ser mais difícil, se existir", e sustentou: "Por quantos anos vamos ter crise económica e social?"

O chefe de Estado em exercício prometeu um eventual segundo mandato com "proximidade, estabilidade e procura do compromisso naquilo que é essencial". A sua prioridade será "reforçar" tanto a Oposição como o Governo, "para haver estabilidade".

Marcelo também abordou a possibilidade de, no futuro, poder a vir a dar posse a um Governo apoiado pelo Chega: "Não vejo, constitucionalmente, como dizer que não", uma vez que, nesse caso, haveria "uma maioria no Parlamento". "Não posso discriminar um partido por razões de simpatia ou antipatia".

Continuidade de Cabrita? Presidente não "deve" falar como candidato

Sobre o caso da morte do cidadão ucraniano às mãos do SEF, Marcelo recusou dizer se apoia ou não a continuidade do ministro da Administração, Eduardo Cabrita.

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"O candidato só pode e deve dizer aquilo que pode e deve dizer enquanto presidente da República. E o presidente da República já disse o que tinha a dizer: o senhor ministro não pediu exoneração e o senhor primeiro-ministro também não", afirmou.

O presidente afirmou que, se pudesse voltar atrás, "tinha feito exatamente o que fiz" ao não dar logo as condolências à viúva de Ihor Homeniuk. "Foi uma decisão de consciência", sublinhou, já que esta teria o direito de fazer perguntas a que ele próprio, por não querer "dizer nada que antecipasse o juízo criminal", não poderia responder.

Sobre Tancos, Marcelo disse estar convicto de que a decisão "vai ser mais rápida do que se temia a certa altura".

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