Braga

Marcelo defende que estatuto dos profissionais das Forças Armadas terá de ser melhorado

Marcelo defende que estatuto dos profissionais das Forças Armadas terá de ser melhorado

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu, esta quarta-feira, em Braga a necessidade de se melhorar o Estatuto dos profissionais das Forças Armadas, "para o ajustar às exigências de investimento que derivam da participação de Portugal na Nato".

"As Forças Armadas, no seu conjunto ainda são atrativas para muitos jovens mas, paulatinamente, este Governo, e outros futuros, terão que o melhorar", salientou, no final da visita que esta manhã efetuou ao Regimento de Cavalaria 6, em Braga, e onde contactou com alunos do primeiro ciclo do agrupamento de escolas de Gualtar, no quadro da iniciativa "Alista-te por um dia".

Na ocasião, o presidente lembrou que o 10 de Junho, Dia de Portugal e das Comunidades, que este ano se celebra em Braga, serve, entre outras coisas, para mostrar aos portugueses e em especial, aos mais pequenos, o valor e o interesse das Forças Armadas para a vida nacional: "em tempo de guerra os portugueses apercebem-se melhor da sua importância, mas, em boa verdade, isso já acontecia antes", disse, após ter sido fotografado no meio de um grupo de alunos do 4.º ano do Ensino Básico.

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Marcelo manifestou a esperança de que alguns dos "miúdos" presentes cumpram a promessa que lhe fizeram de ingressarem nas Forças Armadas, e disse que as iniciativas de cariz militar englobadas na celebração do Dia de Portugal "servem, também, para aproximar os portugueses das Forças Armadas e para envolver os mais novos". "Os vossos colegas vão ter inveja do que vocês fizeram e aprenderam hoje", ironizou, dirigindo-se a um dos grupos.

JOVENS ENTUSIASMADOS

O PR foi recebido, com honras militares, à porta do RC6, regimento que, entre outras batalhas, combateu nas Invasões Francesas no começo do século 19 e no sul de Angola em 1915, na Primeira Guerra Mundial. Entre a "guarda de honra", à porta de armas e após a cerimónia do içar da bandeira, estava um grupo de alunos do 1.º ano, raparigas e rapazes, com quem confraternizou e trocou afetos.

No interior, outras turmas de alunos assistiram à demonstração de um drone, visualizando-o diretamente e visionando as imagens que captava a partir do ar, ficaram a conhecer sistemas de realidade virtual de preparação para o combate e conheceram uma lancha da Marinha. Alguns outros tiveram, mesmo direito, a uma pequena viagem num blindado de transporte de tropas, um Pandur, um dos vários estacionados no quartel, onde está operacional um Grupo de Reconhecimento de uma Brigada de Intervenção mecanizada.

O contentamento dos jovens era visível, escutando silenciosamente o que o PR ia dizendo ao explicar o funcionamento e a importância da nossa tropa: "o Presidente falou comigo, perguntou-me o que é que eu queria ser, eu disse-lhe que quero ser educadora de infância", disse ao JN, a Maria Luísa de nove anos, satisfeita por ter ficado a saber mais sobre o Exército, sobre equipamentos e "sobre o risco que os soldados correm para nos ajudar".

Já o Pedro, da mesma idade e escola, ficou contente por conhecer melhor o Exército, e embora concorde com a sua importância para a defesa do país, salienta que a sua opção não será a da carreira militar dado que quer ser engenheiro informático.

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