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Marcelo diz que 2022 tem de ser o ano de "virar a página"

Marcelo diz que 2022 tem de ser o ano de "virar a página"

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse que 2022 é o ano de virar a página e de vencer a pandemia.

"Virar a página. O ano que findou prometia ser um fim e um recomeço. Mas não foi. O ano que hoje iniciámos tem de virar a página", disse o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, durante a mensagem de ano novo, a partir de Belém, retomando a tradição interrompida em 2021 devido à pandemia.

"Recomecemos a caminhada juntos. Eu estou presente, mais do que nunca. Conto convosco, mais do que nunca. Bom ano de 2022 para o nosso Portugal", disse Marcelo Rebelo de Sousa, a findar um discurso marcado pela covid-19, mas no qual recordou, também, alguns marcos da portugalidade, como os 200 anos da independência do Brasil ou os cinco anos desde a eleição de António Guterres para secretário-geral da Organização das Nações Unidas.

Marcelo Rebelo de Sousa começa por desejar bom ano a todos os portugueses "espalhados pelo mundo" e não tardou a falar da pandemia. "Que nos obriga serena mas teimosamente a testar, a vacinar, a resistir e com ela aprender a conviver. Com a paciência de quem já viveu 900 anos, que já venceu muitas crises", disse o presidente da República.

"Estamos encaminhados, mas falta o fim dos fins", observou Marcelo Rebelo de Sousa. "Janeiro a março será o tempo crucial para que o inverno ajude a fechar um capítulo da nossa história, e converta preocupações e aflições em esperanças e confianças", disse o presidente da República.

"Este 2022 tem de ser mesmo ano novo, vida nova. Num mundo com menos pandemia e mais crescimento, menos pobreza e empenho no clima, menos egoísmo e mais atenção ao custo imediato da vida", acrescentou Marcelo. Virando a página do discurso para a política, recordou que dissolveu a Assembleia da República, pelo que os portugueses têm de votar "para o Governo e a Assembleia da República (AR), que têm de ter legitimidade renovada", no final de janeiro.

"Uma Assembleia da República que dê voz ao pluralismo de opiniões e soluções, um Governo que possa refazer, também ele, esperanças e confianças perdidas ou enfraquecidas, e garantir previsibilidade para as pessoas e para os seus projetos de vida", sublinhou o presidente da República.

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Considerando que é necessário "cuidar dos mais sacrificados pela pandemia e pelo desemprego", assim como "os idosos e deficientes", Marcelo deixou claro que ninguém deve ficar na sombra. "Temos de olhar para a criança, que o futuro tem ficado esquecido, pela prioridade dada aos grupos de risco. Todos os que vivem no passeio sem sol vão demorar muito mais tempo a aprender a reviver", argumentou.

Segundo o chefe de Estado, 2022 tem de ser o ano em que o país reinventa "as vidas congeladas, adiadas, trucidadas pela pandemia", designadamente através do uso dos fundos europeus, "que são irrepetíveis", e que devem ser aplicados "com transparência, rigor, competência e eficácia, combatendo as corrupções e os favorecimentos ilícitos".


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