Nações Unidas

Marcelo e Costa saúdam apoio do Conselho de Segurança a Guterres

Marcelo e Costa saúdam apoio do Conselho de Segurança a Guterres

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou o apoio do Conselho de Segurança das Nações Unidas à recandidatura de António Guterres ao cargo de secretário-geral, tal como o primeiro-ministro António Costa.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou por unanimidade uma recomendação para a recondução de António Guterres no cargo de secretário-geral.

"Queria dizer-vos que é com muita alegria que soube que o Conselho de Segurança adotou como sua a candidatura do engenheiro António Guterres a uma reeleição como secretário-geral das Nações Unidas", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, a meio de um percurso a pé no concelho de Câmara de Lobos, na Madeira, onde se encontra para as comemorações do Dia de Portugal.

O chefe de Estado realçou que este "é um processo às vezes complicado" e que os membros permanentes do Conselho de Segurança "são decisivos".

Segundo o presidente da República, "é um prestígio enorme para Portugal esta aceitação a nível mundial de países tão diferentes como os Estados Unidos da América, o Reino Unido, a França, a República Popular da China e a Federação Russa".

"O facto de eles darem esta luz verde significa, no fundo, um caminho aberto para a Assembleia Geral depois adotar em plenário a decisão", referiu.

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Numa declaração aos jornalistas no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, António Costa destacou que o antigo primeiro-ministro de Portugal entre 1995 e 2002 "é o português que exerce o cargo mais relevante a nível internacional, sendo uma honra para o país registar que o Conselho de Segurança propõe à Assembleia Geral das Nações Unidas a sua recondução para um novo mandato".

"António Guterres tem sido um incansável lutador pela paz, um defensor dos direitos humanos e um grande advogado da ação climática para a defesa do futuro da humanidade. Vivemos um momento em que, mais do que nunca, a afirmação do multilateralismo e da cooperação internacional são mais importantes. Este último ano de pandemia da covid-19 revelou bem a importância de a humanidade se unir", apontou o líder do executivo português.

A seguir, António Costa referiu que o primeiro mandato de António Guterres como secretário-geral das Nações Unidas foi marcado por uma conjuntura internacional "difícil", mas considerou que o seu segundo mandato poderá ser "diferente".

"O regresso dos Estados Unidos ao Acordo de Paris e o facto de o G7 ter dado passos importantes para a existência de uma maior transparência fiscal e de mais justiça social são fatores fundamentais", advogou o primeiro-ministro.

O chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva, congratulou-se igualmente com a recomendação do Conselho de Segurança. "António Guterres é um líder político internacional, é o português que ocupou e ocupa o mais alto cargo internacional que um nosso compatriota alguma vez alcançou, é um defensor, todos os dias, da paz, da segurança, dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável", disse à agência Lusa Santos Silva.

O ministro dos Negócios Estrangeiros lembrou que a recandidatura foi apresentada por Portugal e realçou três aspetos em que Guterres se destacou no primeiro mandato, como defensor e promotor do multilateralismo e na ação climática, bem como nas propostas reformistas na própria ONU.

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