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Marcelo e Guterres saúdam o esforço constante de jornalistas

Marcelo e Guterres saúdam o esforço constante de jornalistas

O presidente da República disse que a sofisticação dos meios de desinformação deve ser combatida, destacando o "esforço titânico que a comunicação" faz em Portugal.

Numa comunicação gravada, exibida na primeira sessão das conferências "Re Pensar a Imprensa", Marcelo Rebelo de Sousa defende mais apoios para evitar aquilo que chama "censura por omissão". Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, fala dos diferentes perigos que os jornalistas estão "expostos por cumprir o seu trabalho", através de uma mensagem lida por um orador.

No dia nacional da liberdade de imprensa, Marcelo Rebelo de Sousa aproveita para saudar a importância desta iniciativa e de como o debate do futuro da comunicação social é extremamente importante para o futuro da democracia em Portugal. "Quando se fala em imprensa ou em comunicação social em geral, fala-se no financiamento e na capacidade de sustentar meios de comunicação social nacionais, mas sobretudo regionais e locais. Fala-se da precariedade dos colaboradores, dos jornalistas, todos aqueles que permitem a vida da comunicação social."

O presidente também aproveita para referir que a desinformação não é um fenómeno novo que afeta o trabalho jornalístico, mas que a sofisticação dos meios tem sido a verdadeira ameaça ao "esforço titânico que a comunicação está a fazer para chegar aos Portugueses." Além da precariedade de recursos, Marcelo Rebelo de Sousa também menciona duas grandes ameaças: a "censura por omissão" e os recentes ataques cibernéticos a órgãos de comunicação social.

António Guterres, enquanto secretário-geral da ONU, sublinha outros perigos que os jornalistas vivem constantemente no dia-a-dia, especialmente aqueles que estão em cenários de guerra. "Os trabalhadores dos media em zonas de guerra são ameaçados todos os dias, não apenas por bombas e balas mas também pelas armas de falsificação e desinformação que acompanham a guerra moderna. Podem ser atacados como inimigos, acusados de espionagem, detidos ou mortos por estarem simplesmente a fazer o seu trabalho."

As conferências "Re Pensar a Imprensa 2022: Uma Reflexão Indispensável", iniciativa promovida pela Associação Portuguesa de Imprensa em parceria com a Visapress, a universidade de Coimbra e de Aveiro e a Vasp, tem como objetivo ser uma reflexão sobre o papel que jornalistas e órgãos de comunicação vão ocupar no futuro. A primeira sessão deste ciclo decorreu esta terça-feira, no Museu da Presidência (Palácio de Belém).

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