Incêndios

Marcelo elogia medidas anunciadas pelo Governo contra os fogos

Marcelo elogia medidas anunciadas pelo Governo contra os fogos

O presidente da República elogiou, este domingo, as medidas anunciadas pelo Governo para melhorar a prevenção e o combate aos incêndios florestais.

"São muitas ações ao mesmo tempo mas são positivas", declarou Marcelo Rebelo de Sousa, em Tábua, no âmbito da visita que tem feito nos últimos dias às populações afetadas pelos incêndios do passado dia 15, tendo já estado em 13 concelhos.

"Quero sublinhar a forma rápida e tão abrangente como o Conselho de Ministros quis tratar de tudo e de tantos dossiês em tanto pouco espaço de tempo", acrescentou.

"É o começo de um processo", frisou o chefe de Estado, apontando que para já há "verbas indicativas" e "só a experiência dirá se serão ajustadas no tempo".

Do contacto que tem tido com os autarcas e populações afetados pelos incêndios, Marcelo exemplificou que "é mais fácil calcular os prejuízos de uma empresa (...) do que os prejuízos de um pequeno agricultor".

O presidente da República elogiou ainda as medidas previstas no âmbito da Proteção Civil, com a atribuição da gestão dos meios aéreos de combate aos fogos à Força Aérea e o reforço de meios nas áreas da prevenção e formação.

Outro "passo positivo" é ao nível das comunicações, com Marcelo Rebelo de Sousa visivelmente agradado com a ideia do Governo de passar a participar no SIRESP como acionista para ter uma voz mais ativa no Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal.

Também o anunciado reforço do SIRESP, com aquisição de quatro estações móveis, negociação de uma nova linha de satélite e instalação dos cabos de telecomunicações em calhas subterrâneas, "parece fundamental".

Tendo em vista os encargos financeiros que representam a aplicação das medidas definidas e anunciadas por António Costa, após uma reunião de Conselho de Ministros que se prolongou durante 11 horas, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que a sua "execução é muito importante" uma vez que "é preciso perceber que estamos perante uma situação de emergência na região Centro" do país.