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Marcelo foi "igual a si próprio" a tomar pulso ao país na pandemia

Marcelo foi "igual a si próprio" a tomar pulso ao país na pandemia

Presidente recebeu 62 entidades durante o estado de emergência, entre empresas, bancos, sindicatos e patrões. Politólogos realçam que "ativismo" do chefe de Estado não compromete "cooperação" com Costa.

O trabalho do presidente da República sofreu, tal como o dos portugueses, mudanças forçadas durante o estado de emergência, mas isso não fez Marcelo Rebelo de Sousa perder o contacto com o país. Nas seis semanas em que vigorou o período de exceção - de 19 de março a 2 de maio -, o chefe de Estado recebeu 62 empresas e organizações, o que perfaz 1,4 por dia. A pandemia pode ter mudado o Mundo, mas Marcelo manteve-se tão ativo como sempre. E até aumentou o ritmo das audiências - fenómeno que, segundo os politólogos ouvidos pelo JN, nada tem a ver com pré-campanha para as presidenciais de janeiro.

Marcelo não precisa de mudar o seu comportamento "para acentuar o reconhecimento geral de que dificilmente perderá as eleições", considera José Fontes. O catedrático da Academia Militar acredita que o presidente tem "uma preocupação séria" com a situação atual do país e que foi isso que o fez ser "exaustivo" ao definir a sua agenda durante o estado de emergência. Nesse período, Marcelo recebeu, entre outras entidades, 12 empresas do PSI-20, oito empresas de Comunicação Social, oito associações culturais, os cinco maiores bancos, cinco confederações patronais e as duas centrais sindicais.

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