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Marcelo mete ordem na casa: "não vai alinhar em crises" com médicos e partidos

Marcelo mete ordem na casa: "não vai alinhar em crises" com médicos e partidos

Marcelo Rebelo de Sousa apelou à "junção de esforços" contra a pandemia e avisou Governo, Ordem dos Médicos e partidos que "não alinha em crises".

"Os portugueses não perdoariam se estivéssemos de costas voltadas uns para os outros", frisou, antecipando "um agravar da disciplina sanitária" dentro de 15 dias.

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Foi um aviso de Belém à navegação, a duas semanas de o país subir para uma situação de contingência. Na inauguração da Feira do Livro de Lisboa, confrontado com as desavenças entre o primeiro-ministro e a Ordem dos Médicos, Marcelo alertou que "nem o Estado consegue resolver o problema da pandemia sem os profissionais de saúde, nem os profissionais de saúde conseguem verdadeiramente fazer o que têm feito em condições extraordinárias sem o apoio do Estado, sem o investimento do Estado".

"Nem é possível estar de costas voltadas uns para os outros", disse, frisando a necessidade de uma "junção de esforços" entre a Segurança Social e a Saúde no que toca à atuação e fiscalização nos lares de idosos.

O mesmo apelo foi lançado aos partidos, quando se começa a desenhar o Orçamento do Estado para 2021 e a Esquerda força o PS a aceitar diversas exigências : "O presidente da República não vai alinhar em crises políticas". "Desenganem-se os que pensam que se não houver um esforço de entendimento vai haver dissolução do Parlamento, num curto espaço de tempo que o presidente tem pela frente, até dia 8 de setembro [data limite que constitucionalmente Belém tem para o fazer devido às eleições]. Isso é uma aventura", apontou, acenando que "todos são obrigados a pensar no interesse nacional"

"Em cima da crise da saúde e da crise económica, a [crise na] política era uma aventura total", salientou, admitindo que "a alternativa seria uma crise a prazo, isto é, o presidente empossado a 9 de março [de 2021] estar a dissolver para eleições em julho, isso não existe. É ficção, e para romances", avisou.

Marcelo levantou ainda o véu do que pode chegar a 15 de setembro, depois de o Governo ter anunciado esta quinta-feira que o país regressa a situação de contingência: "Temos de prevenir o que aí vem". "Temos o regresso das férias, a maior entrada de turistas, o começo do ano letivo e retoma das atividades desportivas amadoras...", disse, estimando que dentro de duas semanas o Governo possa "agravar um pouco o regime de disciplina sanitária em todo o território nacional".

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