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Marcelo: o mais urgente é vencer a pandemia, só depois se trata "o resto"

Marcelo: o mais urgente é vencer a pandemia, só depois se trata "o resto"

Marcelo deixa avisos a Costa - de quem quer um Governo "sustentado e credível" e à Oposição, a quem pede uma alternativa forte que estanque "desesperos e aventuras".

"Conter primeiro; abreviar depois a pandemia para que possamos passar definitivamente ao resto tão essencial que temos que fazer". O "primeiro e emocionado" pensamento de Marcelo Rebelo de Sousa, no discurso de vitória da sua reeleição como presidente da República, na Faculdade de Direito de Lisboa, foi para os infetados e para as vítimas da pandemia de covid-19, que admitiu ser o seu - o nosso - principal desafio dos próximos tempos (e anos).

"Tudo começa no combate à pandemia. Se a pandemia durar mais, e for mais profunda, tudo o resto que queremos tanto, correrá pior, durará mais, será mais difícil de enfrentar. Sendo tudo urgente numa sociedade em crise, o mais urgente do urgente chama-se "combate a pandemia". Temos de fazer tudo o que de nós dependa, mas mesmo tudo, para travar e depois inverter um processo que está a pressionar em termos dramáticos a nossa estrutura de saúde", disse. Numa sala vazia (só com jornalistas), fria e sem apoiantes, o presidente reeleito manifestou-se "profundamente honrado" pela "confiança reforçada" que os portugueses lhe deram, confiando-lhe mais 120 mil votos do que os 2,4 milhões de 2016.

Presidente próximo e que estabilize

Marcelo diz que sabe que esta "confiança agora renovada é tudo menos que um cheque em branco". E avisa que pretende manter a proximidade dos afetos, deixando um recado a quem tanto o criticou, André Ventura, que ficou em terceiro lugar nestas eleições.

"Quem recebe um mandato, tem de continuar a ser um presidente de todos, de cada um dos portugueses. Um presidente próximo, um presidente que estabilize, que una, que não seja de uns, os bons, contra os outros, os maus, que não seja um presidente de fação, que respeite o pluralismo e a diferença, que nunca desista da justiça social", vincou.

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Insistindo que sabe o que os portugueses querem, aproveitou para o dizer (de novo) ao Governo - a quem exige governação forte e credível - e à Oposição. "Querem combate à pobreza, à desigualdade e à exclusão; querem sistema político estável, com governação forte, sustentada e credível e alternativa também forte para que a sensação de vazio não convide a desesperos e a aventuras", numa alusão indireta ao crescimento do partido de Extrema-Direita de André Ventura.

O presidente tem a certeza que os portugueses não querem "uma radicalização e um extremismo nas pessoas, nas atitudes e na vida social e política". O que querem, disse, "é uma pandemia eliminada o mais rápida possível (...), uma perspetiva de futuro efetivo para micro e médias empresas, fundos europeus bem geridos em transparência e eficácia, uma reconstrução que vá para além da mera recuperação", juntando também as preocupações com o clima, o ambiente, justiça, a luta contra a corrupção e a reforma do Estado.

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