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Marcelo ouve partidos em Belém na terça e quarta-feira

Marcelo ouve partidos em Belém na terça e quarta-feira

Sem demora. O presidente da República já decidiu que, tal como em 2019, não vai perder tempo para perceber quais são as melhores soluções de Governo e as que dão mais estabilidade ao país, um dos temas mais debatidos na campanha eleitoral que hoje termina. E, desta vez, não descarta a exigência de acordos escritos.

Terça e quarta-feira, os líderes partidários serão recebidos em Belém e o desejo de Marcelo Rebelo de Sousa é que o vencedor das eleições lhe dê garantias de que tem condições políticas para aprovar o Orçamento de Estado na Assembleia da República.

Depois do divórcio entre o PS e os seus ex-parceiros de geringonça (BE, PCP e Verdes), que ditou o chumbo do Orçamento de Estado para 2021 e a convocação de eleições antecipadas, o presidente quer garantias de que tal não voltará a acontecer. E, num novo Parlamento que se prevê ainda mais fragmentado do que o atual, não vê como possível uma governação "à Guterres", ou seja, negociando lei a lei como António Costa chegou a admitir no debate televisivo com Rui Rio antes do arranque oficial da campanha eleitoral.

Ganhe António Costa ou Rui Rio, Belém acredita que se irá regressar à velha fórmula de que "quem ganha, governa" que vigorou até 2015. Mas se à Esquerda voltar a haver vontade de reeditar uma geringonça 3.0 ou eventualmente uma coligação de Direita, a ideia será vincular os partidos a acordos.

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