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Marcelo promete falar sobre direitos humanos no Catar

Marcelo promete falar sobre direitos humanos no Catar

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, prometeu esta terça-feira de manhã abordar a questão dos direitos humanos num debate sobre educação, que decorrerá no Catar, na quinta-feira. A garantia foi deixada durante uma aula aberta, na Escola Secundária Domingos Sequeira, em Leiria.

"Vou ao Catar falar sobre educação. E não há educação sem liberdade e sem direitos humanos", afirmou o chefe de Estado, perante uma plateia de mais de 120 alunos e professores.

Marcelo Rebelo de Sousa revelou ainda que vai partilhar que Portugal tem um número mais elevado de mulheres na produção científica, do que de homens.

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À saída da aula aberta, o presidente da República recusou a ideia de que a deslocação ao Catar, para apoiar a equipa portuguesa, no Mundial de Futebol, signifique que esteja a legitimar um país que não é uma democracia.

"Mantemos relações diplomáticas com a maioria esmagadora dos Estados do mundo que não é democrática", afirmou o chefe de Estado. "É a única maneira de democracias poderem falar com não democracias sobre problemas do mundo."

Rebelo de Sousa recordou que essa tem sido a orientação da política externa portuguesa. "Isto aplica-se a todo o tipo de relacionamento: económico, político, científico, tecnológico e social, onde esteja em causa a afirmação do interesse nacional."

A título de exemplo referiu a presença na COP27 no Egito e, no próximo ano, nos Emirados Árabes Unidos, apesar de terem "regimes muito diferentes dos nossos". "E tem acontecido isso sistematicamente nas reuniões internacionais."

Quanto ao Mundial, o presidente da República defendeu que a presença da seleção se enquadra "dentro da lógica que tem sido seguida até agora na política externa portuguesa".

"A seleção portuguesa de futebol é uma forma de projeção do interesse nacional tão forte, mas tão forte, que o seu capitão é a pessoa mais conhecida do mundo como português e das mais conhecidas do mundo em termos globais", afirmou.

Perante a falta de oposição da comunidade internacional à realização do Mundial no Catar, em 2010, e tendo em conta a "projeção importante para Portugal", Rebelo de Sousa considerou que "as autoridades portuguesas devem lá estar".

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