Metas ambientais

Marcelo Rebelo de Sousa: "Não nos podemos dar só com democracias"

Marcelo Rebelo de Sousa: "Não nos podemos dar só com democracias"

Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República, reconheceu, esta terça-feira, que "o diálogo com realidades não democráticas é um desafio difícil", mas sublinhou que "não nos podemos dar só com democracias".

O chefe de Estado reforçou esta ideia, várias vezes, ao longo de uma aula aberta, em que assumiu o papel de professor, perante mais de 120 alunos e professores da Escola Secundária Domingos Sequeira, em Leiria.

A propósito da conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27), Rebelo de Sousa assumiu que esta é uma "luta muito difícil" em países que não são democráticos. "É obrigação das sociedades democráticas ajudar os regimes ditatoriais e autocráticos, persuadindo os governantes."

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Face aos interesses ligados ao nuclear e às centrais de carvão, defendeu que tem de haver "coragem política" para, por exemplo, encerrar centrais de carvão, como sucedeu em Portugal, e "lucidez". "Como diz António Guterres, não há planeta B e, como acrescentou o primeiro-ministro, não há humanidade B."

Perante o incumprimento das metas ambientais estabelecidas em acordos e conferências, o presidente da República incentivou, sobretudo os mais jovens, a serem "motores desta consciência". "Se não, a tentação vai ser não mudar e não acelerar a mudança."

"Os protestos fazem parte da essência da democracia. Em relação aos jovens, é a coisa mais natural do mundo", disse aos estudantes. "Estamos num caminho acelerado para termos um inferno", avisou.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou ainda que 2022 foi o ano mais quente na Europa de que há registo. "Não são coisas etéreas. Tem a ver com a vida das pessoas, no dia-a-dia", assegurou.

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