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Marcelo Rebelo de Sousa soma apoios na "família" socialista

Marcelo Rebelo de Sousa soma apoios na "família" socialista

Ex-ministro e cabeça de lista do PS às europeias, Pedro Marques, está do lado do chefe de Estado. Rivais tentam ganhar vantagem ao colar Marcelo a Costa.

Marcelo Rebelo de Sousa conta com cada vez mais apoios vindos da família socialista. Desta feita, tem ao seu lado o ex-ministro e cabeça de lista do PS às europeias, Pedro Marques. Aliás, a colagem do atual chefe de Estado ao primeiro-ministro, António Costa, está a ser a principal arma de arremesso dos seus adversários na corrida a Belém, que criticam, também, o "falso tabu" em torno do anúncio da recandidatura.

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O atual chefe de Estado já contava com o apoio de destacados dirigentes socialistas, como o presidente do Parlamento, Ferro Rodrigues, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, o ex-ministro Vieira da Silva, o autarca lisboeta, Fernando Medina, e o dirigente Álvaro Beleza.

Marcelo Rebelo de Sousa também já tinha ao seu lado, implícita ou diretamente, personalidades "rosa", como o presidente do PS, Carlos César, e o ex-ministro João Soares. Agora, é a vez do apoio do ex-cabeça de lista socialista às europeias, Pedro Marques.

Apesar de reconhecer "mérito" à socialista Ana Gomes, o ex-ministro Pedro Marques afirma que tem que apoiar, antes, Marcelo Rebelo de Sousa, "pelo que foi o seu primeiro mandato enquanto presidente da República". Nestes tempos de incerteza, apoio a recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa", reforçou Pedro Marques, numa nota divulgada pela Agência Lusa.

O "instabilizador"

A aproximação de Marcelo Rebelo de Sousa ao PS, partido que deu liberdade de voto nas presidenciais, está a ser a principal arma de arremesso dos seus adversários na corrida a Belém.

Ontem, a candidata e ex-eurodeputada socialista, Ana Gomes, dramatizou, acusando Marcelo Rebelo de Sousa de ser o "instabilizador da democracia em Portugal", que tem como objetivo "condicionar o período pós-Costa no PS".

"O que vai seguir-se em Portugal parece-me muito perigoso, se Marcelo Rebelo de Sousa continuar a ser presidente. Espero que isso não aconteça", atirou a candidata, que conta com o apoio do PAN e do Livre.

Uma "encenação"

Enquanto Ana Gomes tenta transformar os apoios socialistas no calcanhar de Aquiles de Marcelo, outros candidatos acrescentam a crítica ao "falso" tabu em torno da recandidatura.

Para o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, Tiago Mayan Gonçalves, foi uma "encenação, prolongada até ao limite para atrasar ao máximo" a resposta "pelo mandato cúmplice em relação ao Governo".

"Incêndios, orçamento, pandemia e crise, [Marcelo] sempre esteve lá ao lado de António Costa", atacou, por sua vez, André Ventura, candidato e líder do Chega.

Já a eurodeputada bloquista Marisa Matias prefere destacar o que a distingue de Marcelo, referindo que tem "posições radicalmente opostas", exemplificando com a situação no Serviço Nacional de Saúde e no Novo Banco.

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