Angola

Marcelo recusa associar visita a Luanda às presidenciais do próximo ano

Marcelo recusa associar visita a Luanda às presidenciais do próximo ano

O Presidente da República afastou, este sábado, qualquer hipótese de interferir na vida política angolana, garantindo que a sua deslocação a Luanda este fim de semana em nada está relacionada com as presidenciais do próximo ano.

"Venho [a Luanda] convidado pelo Presidente da República de Angola e venho para uma reunião que é multilateral", disse Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas, minutos antes de seguir para a Bienal de Luanda 2021 - 2021 - Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz.

O Presidente da República tinha sido questionado sobre se haveria encontros partidários, uma vez que a visita que realiza entre hoje e domingo antecede os congressos da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), de 02 a 04 de dezembro, e do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), entre 09 e 11 de dezembro.

No programa do Presidente da República está um encontro com o homólogo angolano, João Lourenço. O chefe de Estado português admitiu, porém, que "é possível que haja, no meio da reunião, oportunidade de trocar algumas impressões" sobre o sufrágio do próximo ano em Angola.

No entanto, "não é, propriamente, um encontro específico" e Marcelo Rebelo de Sousa recusou a "introdução de qualquer fator de discriminação em qualquer período eleitoral".

"Não devo imiscuir-me na vida interna dos vários países (...). [A visita] foi uma coisa muito específica. Não tenho agendado isso, porque pensei que isso seria uma forma de intervir num período que é um período longo, mas é, obviamente, pré-eleitoral", sustentou.

Rejeita que nova variante seja preocupante para Angola

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Interrogado pelos jornalistas sobre se estava preocupado com a estirpe descoberta recentemente na África do Sul, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu afirmativamente, ressalvando, no entanto, que Angola não o preocupa.

"Em Angola houve sempre, felizmente, uma política muito cuidadosa. Logo que cheguei [hoje], às 07:00, fiz o meu teste e tive o resultado logo a seguir. Houve sempre uma política muito cuidadosa quanto a entradas e saídas do território e quanto a testagem", declarou, acrescentando que Portugal também está "a contribuir".

O chefe de Estado disse que durante a tarde de hoje também vai "formalmente entregar 200 mil vacinas" e que através da COVAX, o programa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para distribuição de vacinas, "virão mais 1.300.000". No total, sustentou, Portugal vai contribuir com "mais de dois milhões e meio" de doses. Por isso, "Angola não tem tido os problemas de outros países africanos".

Interrogado sobre se considera que o executivo de Luanda vai encerrar as fronteiras a passageiros provenientes de, por exemplo, Moçambique e África do Sul, à semelhança da decisão tomada na sexta-feira por vários países, o Presidente da República disse que "depende de país para país" e reforçou que Angola vive um momento diferente.

O Presidente da República está em Luanda hoje e no domingo para participar na Bienal de Luanda 2021 - 2021 - Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz. O programa da visita também incluiu uma visita a um dos maiores centros de vacinação da capital angolana.

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