Cimeira

Marcelo salienta "salto qualitativo" e empenho de "todos" os países da CPLP

Marcelo salienta "salto qualitativo" e empenho de "todos" os países da CPLP

O Presidente português afirmou, este sábado, que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se prepara para dar um grande salto qualitativo e defendeu que todos os Estados-membros estão empenhados nesta organização internacional.

Marcelo Rebelo de Sousa prestou breves declarações aos jornalistas à entrada para a XIII Cimeira da CPLP, que começou esta manhã, em Luanda, depois de cumprimentar os chefes de Estado de Angola, João Lourenço, e de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.

"Vamos dar um novo passo, este diferente daquele que demos há 25 anos", referiu o Presidente da República, numa alusão à fundação da CPLP.

Depois, numa referência ao acordo de mobilidade que ao início da tarde deste sábado será assinado, o chefe de Estado Português declarou: "Não se esperava ser possível este salto qualitativo".

"Neste momento, Angola, Brasil e todos os países [da CPLP] estão empenhados, o que é muito importante", acentuou.

Marcelo Rebelo de Sousa foi ainda questionado sobre o que fará este sábado, dia em que o primeiro-ministro, António Costa, completa 60 anos."Já celebrámos ontem (pela meia-noite] quando [António Costa] chegou ao hotel. E vamos celebrar hoje à noite. Vamos jantar", disse.

Na sexta-feira à noite, o Presidente da República, o primeiro-ministro e o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, estiveram num jantar oferecido pelo chefe de Estado de Angola, João Lourenço, que assinalou os 25 anos da fundação da CPLP.

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Quando a comitiva portuguesa chegou ao hotel, vinda do jantar, já passavam alguns minutos da meia-noite. Na receção do hotel, o Presidente da República, seguido por todos os membros da comitiva portuguesa, começou a cantar a António Costa os "parabéns a você".

Costa e Marcelo reuniram-se com vice-presidente do Brasil

O primeiro-ministro e o chefe de Estado de Portugal reuniram-se este sábado com o vice-presidente do Brasil, com António Costa a destacar o reforço das relações bilaterais e o objetivo de aproximação entre Europa e América Latina.

Este encontro, entre Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa, pela parte de Portugal, e o general Hamilton Mourão, pela parte brasileira, aconteceu pouco antes do início da XIII Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Luanda.

"Encontrei-me, juntamente com o Presidente da República, com o vice-presidente do Brasil, general Hamilton Mourão", escreveu o primeiro-ministro português, na sua conta oficial na rede social Twitter.

Segundo António Costa, a reunião com o "número dois" do Estado brasileiro foi "uma conversa positiva sobre o reforço das relações económicas, científicas e culturais entre dois países que, mais do que quaisquer outros, aproximam a Europa e a América Latina".

Na quinta-feira, logo à chegada a Luanda, o Presidente da República, em declarações aos jornalistas, rejeitou que exista um afastamento progressivo do Brasil em relação à CPLP, considerando mesmo que está agora "numa onda de maior aposta" nesta organização internacional.

Na cimeira de Luanda da CPLP, o Brasil está representado por Hamilton Mourão, de 67 anos, substituindo o chefe de Estado, Jair Bolsonaro, que está com problemas graves de saúde.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que não é verdadeira essa ideia de afastamento do Brasil em relação à CPLP, dando como exemplo as participações do anterior chefe de Estado brasileiro, Michel Temer, que esteve nas cimeiras de Brasília e de Cabo Verde.

"Para esta cimeira, em Luanda, está o vice-presidente, uma personalidade particularmente forte na estrutura institucional brasileira. São públicos e notórios os problemas de saúde do presidente brasileiro", respondeu.

Tendo ao seu lado o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se aos resultados de um recente encontro com o ministro das Relações Exteriores do Brasil.

"Fiquei com a ideia de que o Brasil está numa onda de maior aposta na CPLP e não na onda que tradicionalmente se dizia, a qual passaria por olhar para esta realidade de uma maneira bilateral. Não, a minha convicção é que o Brasil acompanha esta passo multilateral: Fazer-se o que se tem a fazer em conjunto", sustentou.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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