Crise política

Marcelo também vai ouvir Livre sobre dissolução do Parlamento

Marcelo também vai ouvir Livre sobre dissolução do Parlamento

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai ouvir o Livre na próxima segunda-feira, 1 de novembro, na sequência do chumbo do Orçamento do Estado, adiantou à Lusa fonte oficial do partido.

De acordo com o porta-voz do Grupo de Contacto do Livre, Pedro Mendonça, o chefe de Estado "chamou o Livre a Belém" na próxima segunda-feira pelas 18 horas.

Ainda hoje o Presidente da República vai receber o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa, e ouvirá também os partidos no sábado e o Conselho de Estado na quarta-feira.

Estas reuniões foram divulgadas esta quarta-feira através de uma nota no sítio oficial da Presidência da República na Internet logo após o chumbo do Orçamento do Estado para 2022 na generalidade, com votos contra de PSD, BE, PCP, CDS-PP, PEV, Iniciativa Liberal e Chega.

O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, tinha avisado que perante um chumbo do Orçamento iria iniciar "logo, logo, logo a seguir o processo" de dissolução do Parlamento e de convocação de eleições legislativas antecipadas.

Nos termos da Constituição, para dissolver a Assembleia da República, o Presidente da República tem de ouvir os partidos nela representados e o Conselho de Estado.

"O Presidente da República, que esta noite reúne com o presidente da Assembleia da República e com o primeiro-ministro, vai receber no próximo sábado, 30 de outubro, nos termos constitucionais, os partidos políticos com representação parlamentar, bem como vai convocar uma reunião especial do Conselho de Estado para o dia 3 de novembro, também nos termos constitucionais", lê-se na nota hoje divulgada.

PUB

Nas últimas eleições legislativas, em 2019, o Livre elegeu pela primeira vez representação na Assembleia da República: a deputada Joacine Katar Moreira que, em fevereiro de 2020, passou à condição de deputada não inscrita, deixando de representar o partido depois de este lhe ter retirado a confiança política.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG