Professores

Mário Nogueira reeleito com 90% para liderança da Fenprof com dois adjuntos

Mário Nogueira reeleito com 90% para liderança da Fenprof com dois adjuntos

Mário Nogueira foi este sábado reeleito secretário-geral da Fenprof com 90% dos votos, liderando pela primeira vez a Federação Nacional de Professores com o apoio de dois adjuntos, na sequência de uma alteração dos estatutos aprovada no congresso que decorre desde sexta-feira em Viseu.

À frente da Fenprof há 15 anos, Mário Nogueira tinha afirmado, em 2019, que ia para o último mandato. Este sábado, após a reeleição, garantiu aos jornalistas que "não mudou de ideias". Explicou que voltou a avançar porque os sindicatos lhe pediram para continuar, mas também devido "à nova realidade e à maioria absoluta do Governo".

"A única forma de ficar era a de não ficar como já tinha ficado nestes anos, sozinho a coordenar, mas de uma forma colegial", justificou.

PUB

Com Mário Nogueira na liderança da Federação Nacional de Professores estão agora José Feliciano Costa, do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, e Francisco Gonçalves, do Sindicato dos Professores do Norte, na função de adjuntos.

A lista ao Conselho Nacional liderada por estes três homens recebeu 505 votos, dos 579 delegados presentes no congresso, o que corresponde a 90% da votação.

"Iremos com certeza, sendo mais nesta coordenação, conseguir fazer mais e melhor, porque estamos num tempo que será mais exigente. Temos um Governo que tem maioria absoluta e, normalmente, nessas alturas, a capacidade de dialogar e negociar acaba por ser menor", disse, acrescentando que a pandemia e a guerra na Ucrânia podem ser também "justificações para restringir, para cortar e para impedir".

Com três homens na linha da frente, a Fenprof estreia uma liderança a três cabeças, na sequência de uma alteração dos estatutos aprovada por 80% dos delegados presentes no congresso.

"A questão não vai ser de pelouros, nem de áreas, vai ser de representação nas reuniões do ministério. Iremo-nos encontrar com muita regularidade, agora isto é mais fácil do que dantes com as plataformas digitais, semanalmente iremos fazer a nossa agenda seguinte", referiu, salientando que "numa negociação acompanhará um, noutra outro, na Comunicação Social ficaremos à espera que não se queira que vá o mesmo, porque às vezes isso não dá", argumentou.

O 14º congresso da Federação Nacional de Professores aprovou também, durante a manhã, por unanimidade, a ação reivindicativa para os próximos anos.

Mário Nogueira aposta na negociação com o Governo para resolver vários problemas, como precariedade laboral, a questão da carreira, as condições de trabalho e o envelhecimento da classe. "Se isto for resolvido, estamos também a resolver um problema gravíssimo que se chama falta de professores", vincou.

"Voltar à rua pode acontecer, caso os governos continuem a achar que o tempo não é dos professores. Mas, para já, não vamos começar por marcar o regresso à rua sem saber, porque privilegiamos o regresso às negociações, porque estamos há tempo de mais com as negociações bloqueadas pelo anterior ministro da Educação", concluiu o secretário-geral da ​​​​​​​Fenprof, que está desde 2007 no cargo.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG