Covid-19

Mário Nogueira sobre regresso às aulas: "A Fenprof acusará Ministério da Educação" se houver mortes

Mário Nogueira sobre regresso às aulas: "A Fenprof acusará Ministério da Educação" se houver mortes

O secretário-geral da Fenprof publicou esta sexta-feira um vídeo onde critica as orientações enviadas pelo Ministério da Educação sobre o regresso às aulas presenciais em setembro. Mário Nogueira disse que acusará a tutela como "responsável moral e eventualmente material", caso se verifiquem situações de doença, contágio e morte por covid-19.

Num vídeo de 14 minutos, a Fenprof aponta eventuais responsabilidades ao Ministério da Educação, e por "cumplicidade" à Direção-Geral da Saúde, sobre possíveis casos de covid-19 que possam surgir no regresso às aulas presenciais. "Prevemos que em outubro se vai agravar [o surto de covid-19] e temos uma completa falta de medidas, que sejam adequadas", diz Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof. "Até já se diz que o estudo em casa é para continuar, tendo em conta os estragos que isso possa trazer para alunos e profissionais da educação", acrescenta.

O próximo ano letivo que deverá arrancar entre 14 e 17 de setembro para os níveis de ensino, prevê que os alunos mantenham o distancimento de um metro entre si, o uso de máscara e os espaços sejam frequentemente higienizados. O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, lembrou esta quinta-feira as palavras de Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, que afirmou que o "distanciamento social é importante, mas não pode ser visto isoladamente".

No mesmo dia foi a vez de Mariana Vieira da Silva, ministra de Estado e da Presidência, garantir aos jornalistas que a verificação das condições necessárias para a segurança sanitária nas escolas no próximo ano letivo está a ser feita "diariamente" pelo Ministério da Educação. No entanto, a ação do Governo não está a ser suficiente para a Fenprof, que pede uma reunião com Graça Freitas para que valide as orientações enviadas aos estabelecimentos escolares.

Mário Nogueira vai mais longe e afirma que caso se verifiquem "situações de doença, contágio e que possam pôr em causa a própria vida, a Fenprof acusará como responsável moral, e eventualmente até material, o Ministério da Educação com a cumplicadade da Direção-Geral da Saúde". "O ministro e o ministério têm de respeitar os professores", concluiu.

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