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Desconfinamento

MarShopping de Matosinhos com grande afluência de clientes mas longe de ficar lotado

MarShopping de Matosinhos com grande afluência de clientes mas longe de ficar lotado

Centros comerciais vão estar diariamente abertos até às 21 horas mas aos fins-de-semana encerram às 13.

Centenas de pessoas invadiram o MarShopping, em Matosinhos, na manhã desta segunda-feira, dia de reabertura dos centros comerciais em todo o país, na terceira fase de desconfinamento, mas a lotação máxima de cinco mil pessoas esteve longe de ser atingida. Lojistas e clientes falam em dia "muito esperado", os primeiros para fazer face aos prejuízos causados pelos meses em que devido à pandemia estiveram encerrados e os segundos pela necessidade de voltar a estes grandes espaços de consumo "para comprar e também passear".

Ao início da manhã já o parque subterrâneo -1 estava completo. À porta de algumas lojas, sobretudo as de pronto-a-vestir, as que estiveram até hoje fechadas, faziam-se algumas filas de clientes. "Mas longe do que aconteceu quando desconfinamos pela primeira vez. Era verão, havia muita gente em layoff e os estudantes já estavam de férias. Havia mais disponibilidade. Hoje estamos a ter uma grande afluência mas de forma calma, sem causar preocupações", explicou ao JN Ana Machado, responsável pela comunicação no centro comercial.

A afluência era maior na entrada comum que serve tanto a galeria comercial como a loja de mobiliário e decoração IKEA e aí sim o movimento foi maior. "Vim ao shopping mesmo por necessidade e não estava à espera de encontrar tanta gente naquela loja. Os corredores estavam com muita gente e sem sempre foi respeitado o distanciamento social, sobretudo na zona das caixas", conta Sofia Novo, enfermeira que chegou a estar na linha da frente no combate à covid-19 num dos hospitais do Grande Porto.

Também Marta Oliveira estava no MarShopping "apesar não ser frequentadora assídua destes espaços". É professora de Inglês e Alemão e com o regresso às aulas presenciais percebeu que necessitava de "mais algumas peças de roupa". Na fila para entrar na loja de uma cadeia internacional de pronto-a-vestir, afirmava "sentir-se segura e de, apesar de haver algumas pessoas a circular no shopping, não ter receio de contágio".

Às 11h30 estavam no interior do centro comercial 3.500 pessoas. "As entradas estão em permanente monitorização. A capacidade limite são as cinco mil pessoas mas quando atingimos os 90% da capacidade as portas de acesso fecham, ficando apenas abertas as saídas", explica Ana Machado.

"O sucesso deste desconfinamento está nas mãos das pessoas. Para nós é muito importante esta reabertura porque tivemos perdas na faturação muito acentuadas. E o importante é as pessoas sentirem-se seguras no interior da loja. Cumprimos todas as regras exigidas pela DGS e ao longo de todos estes meses nunca tivemos um colaborador infetado", refere Nuno Pardalejo, diretor de operações na Fnac Portugal.

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"Pelo que podemos observar nestas primeiras horas as pessoas estão dispostas a cumprir as normas e mostram-se comedidas nas suas atitudes. Elas sabem que depende de todos nós o não voltarmos a fechar", considera Erica Santos, responsável por uma loja de artigos de cosmética. Nesta reabertura, o MarShopping surge com três novas lojas, seis outras renovadas e uma com um novo conceito.

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