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Máscaras sociais, cirúrgicas ou FFP2?

Máscaras sociais, cirúrgicas ou FFP2?

A obrigatoriedade do uso da máscara cirúrgica ou FFP2 em alguns países europeus, como forma de combate às novas variantes, está a confundir os consumidores e a gerar críticas do setor têxtil.

De acordo com a Direção-Geral da Saúde, existem três tipos de máscaras: os respiradores (designados por FFP1, 2 ou 3, consoante a filtragem), as máscaras cirúrgicas e as máscaras comunitárias ou de uso social, feitas de algodão ou tecido, por exemplo. No caso das primeiras, as máscaras FFP1 filtram pelo menos 80% dos aerossóis. Já as FFP2 e FFP3 filtram pelo menos 94% e 98% dos aerossóis, respetivamente. A oferta de máscaras sociais deve assegurar, no mínimo, 70% de filtração.

Devido às novas variantes do SARS-CoV-2 detetadas no Reino Unido, África do Sul e Brasil, alguns países europeus tornaram obrigatória a utilização de máscaras cirúrgicas ou FFP2 nos transportes públicos e no comércio, proibindo as máscaras comunitárias. É o caso da França, de Áustria ou Alemanha que, por exemplo, já aplica multas, em alguns estados, a quem não respeitar esta regra.

Se, por um lado, Espanha debate essa possibilidade, por outro, o Reino Unido parece resistir, tal como Portugal, a esta imposição. A Direção-Geral da Saúde (DGS), que tem alinhado com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) desde o início da pandemia, não pretende alterar, para já, os termos da recomendação sobre a utilização de máscaras faciais comunitárias contra a covid-19.

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia já veio recomendar o uso obrigatório de máscaras cirúrgicas, tendo em conta a impossibilidade de assegurar a qualidade de todas as máscaras comunitárias utilizadas pela população. E considera apenas como alternativas as máscaras comunitárias que são certificadas pelo CITEVE e "que cumpram os critérios de filtração de partículas, respirabilidade e boa adesão à face e nariz".

Apesar de ter criticado a decisão de se "impor, de uma forma quadrada, o uso de máscaras FFP2", o diretor-geral do Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (CITEVE), que certifica estes equipamentos, revelou recentemente que há soluções têxteis que podem conferir às máscaras sociais um maior nível de proteção. Seja como for, as duas maiores associações têxteis nacionais, a ATP e a Anivec, já pediram que se faça uma avaliação que clarifique se estas últimas "deixaram de ser eficazes".

O Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) já fez saber que está a preparar uma atualização sobre essas orientações, vincando, no entanto, que a sua posição sobre as máscaras faciais ainda "não mudou" e que "continuam a ser válidas" as recomendações feitas no início da pandemia de covid-19, de acordo com uma resposta enviada esta quarta-feira à Agência Lusa.

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Questionado sobre as três novas variantes do coronavírus, o virologista Pedro Simas reafirmou esta terça-feira que, apesar de serem mais contagiosas, "não há motivo para alarme", uma vez que não está cientificamente provado, pelo menos até agora, que causem "doença mais grave" ou que diminuam a eficácia das vacinas desenvolvidas contra a covid-19.

De acordo com o Google Trends, a procura por máscaras FFP2 foi o segundo tema mais popular esta terça-feira, em Portugal, com mais de 50 mil pesquisas.

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