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Máscaras usadas por funcionários dos CTT transformadas em cabides

Máscaras usadas por funcionários dos CTT transformadas em cabides

Os CTT já deram uma segunda vida a 23 mil máscaras descartáveis, num peso equivalente a 70 quilos, que seriam habitualmente despejadas em aterros, transformando-as em produtos 100% reciclados. As primeiras máscaras recicladas, em dezembro de 2021, foram transformadas em enfeites de Natal. E mais recentemente começaram a dar vida a cabides.

A implementação do projeto foi iniciada nos centros de produção e logística dos CTT de Cabo Ruivo e da Maia e no centro de logística e distribuição de Taveiro, tendo sido depois alargado à sede da empresa, em Lisboa, e ainda a dois centros de operações Expresso (MARL e Perafita).

O projeto de reciclagem das máscaras, chamado "To-Be-Green," é realizado por empresas portuguesas e foi "apadrinhado" pelo Ministério do Ambiente e pela Agência Portuguesa do Ambiente, revelou a empresa. "Tem como objetivo a redução do impacto ambiental associado à utilização diária das máscaras de proteção contra a covid-19, através do seu processamento e criação de novos produtos, em detrimento do envio das mesmas para aterro sanitário", segundo fonte oficial dos CTT.

A maioria dos produtos transformados foi entregue aos colaboradores dos CTT que fizeram parte do projeto e a restante foi colocada à venda em 50 lojas CTT e online. Parte da receita das vendas foi doada a uma instituição de solidariedade que participou no processo de embalagem dos produtos, também com materiais reciclados

"Os CTT estudam agora o alargamento do processo de transformação e criação de novos produtos CTT através de outros resíduos da sua atividade produzidos em grandes quantidades, em substituição do envio dos mesmos para fim de vida, para reintrodução na nossa cadeia de valor, garantindo a circularidade total destes materiais", segundo a mesma nota.

Os CTT referem que as empresas portuguesas estão cada vez mais preocupadas com o ambiente e por isso foi simples encontrar patrocínios . "Há uma crescente preocupação com o ambiente e todos estamos cientes da importância de contribuir para um mundo mais sustentável. Esta é uma ótima forma de dar uma segunda vida a um acessório que começou a fazer parte do nosso dia a dia durante a pandemia e que habitualmente seria encaminhado para um aterro"

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