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"Mata-se" o vírus e dança-se em casa no Carnaval

"Mata-se" o vírus e dança-se em casa no Carnaval

Não é possível sair de casa para festejar o Carnaval, cujo Domingo Gordo se celebra hoje, mas nem por isso a pandemia deixou a folia confinada. Do Norte ao Sul do país, várias autarquias quiseram marcar a época, mesmo que de forma diferente, convidando os foliões a divertir-se nas próprias casas. A Internet é palco de atuações de "disc jockeys", de bailes, de concursos de fotografia e, até, da "queima" do novo coronavírus, que vai acontecer em Macedo de Cavaleiros.

Os profissionais de saúde e restantes trabalhadores essenciais são as figuras centrais, este ano, do Carnaval de Torres Vedras, o maior do país. Num município habituado a receber, por norma, meio milhão de visitantes em seis dias de evento, foi ontem inaugurado um monumento que estará exposto na Praça da República durante um mês. Nos outros anos, as estruturas ali colocadas recheiam-se de sátira político-social. Desta vez, há "super-heróis" retratados, assumidos como figuras centrais do ano de pandemia que o país atravessa: uma enfermeira, um bombeiro, um polícia, um camionista, uma funcionária de uma caixa de supermercado, um homem do lixo e um trabalhador de entregas ao domicílio.

No resto do país, as varandas das casas de vários concelhos foram as infraestruturas de eleição para dar a cara pelo Carnaval. Em Amares, Braga, a Câmara desafiou a população a decorar as janelas e as varandas com máscaras ou outros motivos associados ao Entrudo. Em Ovar, os foliões foram convidados a pintar máscaras - distribuídas pela Autarquia e que esgotaram -, e a colocá-las, também, nas varandas. E é precisamente nas varandas que os tradicionais Caretos de Podence vão saltitar, hoje, a partir das 16 horas, para serem vistos em transmissões em direto, quer através de órgãos de ComunicaçãoSocial quer das redes sociais.

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