Condecorações

Medalhas dadas a Berardo decididas em dezembro

Medalhas dadas a Berardo decididas em dezembro

Mota Amaral, antigo presidente da Assembleia da República, já fechou relatório a discutir por Conselho das Ordens.

Antes do Natal, deverá saber-se se Joe Berardo manterá as condecorações atribuídas pelos presidentes Ramalho Eanes e Jorge Sampaio. O relatório pedido ao antigo presidente da Assembleia da República, Mota Amaral, está pronto e será debatido pelo Conselho das Ordens Honoríficas ainda este ano. Em cima da mesa está uma punição que vai da advertência até à retirada das condecorações.

O tom das declarações de Joe Berardo à Assembleia da República, no âmbito de um inquérito às grandes dívidas à Banca, foi globalmente considerado desrespeitoso para com os representantes dos cidadãos e espoletou a discussão sobre as condecorações: o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, em 1985, e a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, em 2014.

Três antecedentes
Em maio, o Conselho das Ordens Honoríficas, presidido por Manuela Ferreira Leite, disse ter recebido de Luís Leite Ramos, presidente da comissão de inquérito, uma denúncia sobre "a conduta e a natureza das declarações" de Berardo. Na altura, personalidades como o advogado José Miguel Júdice anunciaram a intenção de renunciar às distinções, caso Berardo mantenha as suas. E Marcelo Rebelo de Sousa fez saber que não se oporia à retirada, alegando que os condecorados devem "ter decoro" e "respeitar as instituições".

Se Berardo perder as distinções, juntar-se-á ao antigo embaixador Jorge Ritto e ao apresentador de televisão Carlos Cruz (condenados no processo Casa Pia) e a Armando Vara (condenado no caso Face Oculta).

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