O Jogo ao Vivo

Nacional

Estado deve repensar o seu papel na Lusa, diz presidente

Estado deve repensar o seu papel na Lusa, diz presidente

A presidente do conselho de administração da Lusa afirmou hoje que o Estado deve repensar o seu papel e definir, no futuro, qual a estratégia da agência em termos de prestação de serviço público.

"O Estado tem de repensar o seu papel, mas a forma como isso vai acontecer temos de definir em conjunto", disse Teresa Marques, numa intervenção proferida no debate "Negócios, o futuro do jornalismo, a sustentabilidade da profissão", no âmbito da 5.ª edição do ciclo de debates "Conversas sem Gravata", numa parceria entre o Sindicato dos Jornalistas e a TSF.

A gestora considerou que "o Estado, como acionista maioritário, tem um papel preponderante naquilo que pretende definir como sendo o papel da agência em termos de prestação de serviço público", mas ressalvou que, "na parte privada, já pode ser a Lusa a decidir".

Teresa Marques rejeitou que as restrições financeiras no âmbito da redução do atual contrato programa, numa altura em que o país esteve sob assistência financeira, tenham tido um impacto na Lusa distinto das restrições financeiras dos restantes meios de comunicação social.

"Não sinto que no caso da Lusa tenha havido uma situação mais complexa em termos de gestão financeira do que nos órgãos de comunicação privados. Acho que estamos todos no mesmo barco e em busca de soluções e de novas oportunidades de negócio", salientou.

Teresa Marques lembrou que "todo o setor [da comunicação social] tem tido restrições, quer seja nas empresas privadas, quer nas empresas públicas".

Considerando o "corte significativo" na indemnização compensatória no atual triénio, a Lusa continua a apresentar resultados líquidos negativos, devendo a agência procurar formas de aumentar as receitas próprias, uma vez que apresenta apenas de 30% de receitas próprias, sendo os restantes 70% provenientes do Estado, referiu a administradora.

PUB

"Aquilo que temos de pensar para o futuro, no próximo contrato, que se traduz no triénio 2016-2018, é que temos de repensar tudo e o repensar tudo também passa pelo próprio Estado repensar o serviço público que quer que a Lusa preste", reiterou a presidente da agência.

O encontro, que decorreu esta noite na sede do sindicato, em Lisboa, contou igualmente com a participação do diretor do Observador, David Dinis, do presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, João Palmeiro, e do diretor executivo do Expresso, Pedro Santos Guerreiro.

Outras Notícias