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Ébola, malária e dengue em foco no Canal História

Ébola, malária e dengue em foco no Canal História

A série documental de seis episódios "Microassassinos" estreia-se esta segunda-feira sobre o perigo de doenças parasitárias para o nosso futuro.

Ébola, malária, dengue ou doença de chagas. É em territórios como Espanha, Suíça, Gana, Libéria, Colômbia e Bolívia que se passa "Microassassinos", a nova série documental que o Canal História estreia esta segunda-feira às 22.50, e que vai mostrar não só a incidência e o perigo da proliferação de doenças parasitárias para o nosso futuro, como as ações concretas que estão a ser levadas a cabo para controlar estes surtos.

Pilar Mateo, especialista espanhola neste tema e também ela a apresentadora e produtora de "Microassassinos", explica ao JN que quis criar esta série com a "convicção de que a ciência tem que sair dos gabinetes e publicações oficiais para ser eficaz. É preciso contactar diretamente com os doentes afetados pelas doenças para saber as suas necessidades. Não há atuação eficaz se não se tiver em conta a parte antropológica e há que conseguir a aceitação dos afetados que quase sempre ou na maioria têm poucos recursos económicos e culturais", frisa, acrescentando: "A mensagem deste projeto é que os problemas dos outros são os nossos. Num mundo globalizado já não há fronteiras e o desenvolvimento do terceiro mundo é fundamental para um equilíbrio mundial, especialmente se falamos de saúde", conta Pilar Mateo.

Para gravarem os seis episódios da série do Canal História, a especialista e restante equipa viajaram ao longo de quase 50 mil quilómetros e tiveram de levar vários tipos de vacinas de antemão. Ao JN, a espanhola relata alguns dos momentos que mais a surpreenderam nesta viagem. "Ver como coisas tão simples como lavar as mãos pode ter resultados surpreendentes para o controlo de uma doença como o ébola. Também ver uma mulher a trabalhar ao fundo de uma mina sem salário à espera de encontrar um filão para poder conseguir dinheiro. Também não poder apertar a mão para cumprimentar alguém na Libéria por precaução... coisas aparentemente simples, mas de grande importância. Também o momento asfixiante de colocar e tirar o fato de proteção contra o ébola... e tantas coisas distantes da nossa realidade", recorda.

Pilar Mateo diz que, para haver um melhor controlo e bloqueio deste tipo de doenças, de forma "global e multidisciplinar", "é fundamental a colaboração dos agentes envolvidos para conseguir ser eficaz: médicos químicos, organismos oficiais, ONGs, antropólogos, doentes, ou seja, colocar o conhecimento em ação. Sem a ajuda e esforço de todos não será possível", remata a apresentadora de "Microassassinos".