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Jornalistas francês e britânico detidos no Burundi

Jornalistas francês e britânico detidos no Burundi

Dois jornalistas franceses que estavam a a fazer uma reportagem sobre a crise no Burundi foram detidos. França já apelou à libertação dos profissionais.

Entre as 17 pessoas detidas, esta quinta-feira, pelas autoridades do país africano Burundi, estão um jornalista francês e um fotógrafo britânico, anunciou um porta-voz presidencial. Jean-Philippe Remy e Phil Moore estavam a fazer uma reportagem sobre a crise no país quando foram levados por um raide policial em dois bairros da capital, Bujumbura.

Entretanto, o Governo francês já pediu a libertação imediata de ambos os profissionais. "Apelo às autoridades burundesas para libertarem imediatamente os dois. Os procedimentos diplomáticos foram já iniciados", assegurou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius.

O presidente da agência noticiosa France-Presse, Emmanuel Hoog, também frisou que os jornalistas "foram detidos quando cumpriam a missão de informar" e que, por isso, devem "ser libertados o mais depressa possível".

O jornal "Le Monde" fez a mesma exigência e revelou que Remy tinha entrado no Burundi a 19 de janeiro e Moore a 21. "Os dois tinham vistos e faziam apenas o seu trabalho, através de encontros com todas as partes envolvidas nas tensões no Burundi".

Tanto o profissional francês, chefe de redação do "Le Monde" em África, como o britânico, "freelancer" que colaborou recentemente com essa publicação, já foram distinguidos com prémios internacionais, nomeadamente pela cobertura que fizeram da guerra na Síria.