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Médica que quase morreu com covid quer vacina para voltar ao trabalho

Médica que quase morreu com covid quer vacina para voltar ao trabalho

Médica do Porto infetada com covid-19 no primeiro mês da pandemia lamenta a falta de "estruturação e planeamento". Dez meses depois, quer voltar a trabalhar, mas ainda não é considerada para a vacina.

No início dos inícios da pandemia em Portugal, a 17 de março, quando, segundo indica o relatório da Direção-Geral da Saúde sobre esse dia, havia "só" 20 doentes covid em cuidados intensivos em todo o país, Bercina Candoso, médica, foi um deles. Dos 83 dias durante os quais esteve internada no Hospital de Santo António, no Porto, quase metade foram passados em cuidados intensivos.

Pelo caminho, de que guarda pouca memória, teve três pneumonias, perdeu 10 quilos e 70% da massa muscular, caiu-lhe metade do cabelo e deixou de comer porque não conseguia engolir. Surpresa: era saudável, sem fatores de risco, "não tinha gripes nem constipações há mais de 30 anos". Ao fim de mais de 10 meses desde que adoeceu e de sete desde que saiu do Centro de Reabilitação do Norte, mantêm-se algumas sequelas físicas e emocionais. Mas vive.

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