Covid-19

Médico e deputado do PSD nunca viu "tantas mortes" nos hospitais como no sábado

Médico e deputado do PSD nunca viu "tantas mortes" nos hospitais como no sábado

O médico e deputado do PSD, Ricardo Baptista Leite, disse nunca ter assistido "a tantas mortes num tão curto espaço de tempo" como no sábado, no Hospital de Cascais. O parlamentar pede um confinamento geral urgente, com o ecerramento das escolas.

Através de um vídeo publicado nas redes sociais, Baptista Leite disse ter saído "frustrado" e "mentalmente exausto" das urgências do Hospital de Cascais, onde esteve a tratar de doentes com covid-19.

"Na minha vida profissional, nunca assisti a tantas mortes num tão curto espaço de tempo como no dia de ontem [sábado]. É demolidor ver médicos a terem de decidir priorizar quem são os doentes que vão ter acesso a ventilação - e a determinar, no fundo, quem vive e quem morre, porque não há camas de intensivos, escasseiam vagas de internamento e, muitas vezes, temos de entubar os doentes em pleno serviço de urgência", relatou.

O deputado contou também ter visto os colegas "exaustos, muitos a chorar por nao aguentarem mais", enquanto o número de infetados continua a aumentar. "Não aguentamos este ritmo", alertou, acrescentando que a realidade em Cascais é "apenas uma amostra do que se está a verificar no resto do país".

É preciso um confinamento "como o de março"

Ricardo Baptista Leite considera que o atual confinamento "não está a funcionar" e que é "fundamental" prolongá-lo "por três semanas". O deputado advoga um nível de restrições "como tivemos em março" do ano passado - sendo, para isso, necessário fechar as escolas e parar todos os serviços não essenciais.

"Sabemos que o número de casos vai aumentar até ao final do mês. Mas, se continuar assim, vai manter-se em níveis demasiado elevados em fevereiro", avisou. "Compreendam que estamos a falar de vidas humanas".

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Para "esmagar a curva de novas infeções", Baptista Leite defendeu ser necessário "aumentar brutalmente a testagem". Caso contrário, contrapôs, "quando acabar este confinamento, os casos vão subir outra vez".

No sábado, dia em que o social-democrata presenciou a realidade relatada, Portugal registou 10.947 novos casos de covid-19 e 166 mortos, um novo máximo nacional em ambos os indicadores.

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