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Médicos alemães trataram 16 doentes graves com covid-19

Médicos alemães trataram 16 doentes graves com covid-19

A poucos dias de terminarem a missão em Portugal, o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, foi agradecer aos profissionais de saúde alemães a ajuda dada no combate à pandemia. As duas equipas que estiveram no país trataram 16 doentes de covid-19 em cuidados intensivos.

Foi a 3 de fevereiro que chegou a primeira equipa de profissionais de saúde alemães para ajudar a tratar os doentes mais graves de covid-19, numa altura em que o país estava no pico da terceira vaga da infeção.

Esta sexta-feira, o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, esteve no Hospital da Luz, em Lisboa, para agradecer a ajuda alemã e despedir-se da segunda equipa que deve regressar ao seu país no próximo dia 25 de março.

"A Alemanha foi de uma generosidade extraordinária. No momento em que mais precisávamos enviou recursos humanos muito qualificados, médicos e enfermeiros militares, que fizeram aqui um trabalho extraordinário", disse o governante aos jornalistas.

Os profissionais de saúde alemães estiveram a trabalhar numa unidade de cuidados intensivos no Hospital da Luz, uma instituição privada, que recebeu doentes graves dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, encaminhados pela Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva.

Cada equipa era constituída por 26 profissionais (oito médicos e 18 enfermeiros) e esteve prevista a vinda de uma terceira. "Como se vê, hoje estamos com menos de 200 pessoas em cuidados intensivos. Felizmente foi possível dizer à equipa alemã que já não temos a mesma necessidade".

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De acordo com o ministro, os profissionais alemães trataram 16 doentes no total. "Representa uma taxa de esforço bastante intensa, porque cada doente requer uma atenção permanente, de 24 horas por dia".

A segunda equipa, que chegou a 23 de fevereiro, prevê dar alta ou reencaminhar para os hospitais de origem os últimos doentes na próxima quarta-feira, e assim terminar a atividade clínica.

O embaixador alemão em Portugal, Martin Ney destacou a boa receção que os profissionais tiveram quer no hospital quer pela população portuguesa em geral. "Foi um gesto de solidariedade, mas creio que quando a equipa regressar a casa, na próxima semana, irá emocionalmente mais rica pela sua experiência".

Ingo Weisel, coronel médico e chefe da missão, revelou ter sido um "trabalho duro" e disse ter a certeza de que os portugueses estariam dispostos a fazer o mesmo caso os alemães precisem. "Todos os pacientes foram devolvidos às suas famílias", frisou.

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