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Médicos do Mundo envia "10 Questões para um Futuro Presidente"

Médicos do Mundo envia "10 Questões para um Futuro Presidente"

A organização Médicos do Mundo enviou uma carta aos candidatos presidenciais com dez questões, nomeadamente, sobre proteção da saúde, política migratória, desigualdades sociais e estratégia para enfrentar catástrofes humanitárias.

A Médicos do Mundo (MdM) decidiu questionar os candidatos presidenciais através de uma carta endereçada a todos e intitulada "10 Questões para um Futuro Presidente".

"Porque temos um compromisso com todas as populações vulneráveis, neste momento em que a pandemia da covid-19 realçou as fragilidades do nosso sistema de saúde, não poderíamos deixar de dar voz a quem não a tem. Assim, resolvemos questionar os candidatos presidenciais sobre assuntos que dizem respeito às pessoas, às suas necessidades e ao futuro da nossa sociedade", justifica Fernando Vasco Marques, presidente da delegação portuguesa da MdM, citado em comunicado.

Na carta, à qual o JN teve acesso, a MdM quer saber o que pensam os candidatos sobre o direito à proteção à saúde, o papel do Estado e dos setores público, privado e social, e quais as alterações que preconizam no quadro de uma eventual revisão constitucional sobre esta matéria (artigo 64.º da Constituição).

O Serviço Nacional de Saúde (SNS), o atual processo de aquisição de medicamentos, que a MdM considera gravoso para os pequenos países da União Europeia (UE), e a aplicação do conceito "saúde em todas as políticas" são outras questões endereçadas a Marcelo Rebelo de Sousa, Ana Gomes, João Ferreira, Marisa Matias, André Ventura, Tiago Mayan Gonçalves e Vitorino Silva.

Na carta aos candidatos à Presidência, a MdM quer também saber opiniões e estratégias para a luta contra as desigualdades sociais e o envelhecimento populacional, defendendo que é necessário medidas de apoio à natalidade.

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Há ainda que dar resposta urgente ao fenómeno migratório e o futuro presidente da República pode exercer a sua influência também neste campo, defende a MdM.

A MdM lembra ainda que falta ao país uma estratégia para enfrentar catástrofes humanitárias que possam acontecer em qualquer parte do mundo, questionando os candidatos sobre esta necessidade.

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