Inquérito

Médicos do Norte inclinados para a despenalização da eutanásia

Médicos do Norte inclinados para a despenalização da eutanásia

Um estudo de opinião realizado em 2018 por um clínico do Instituto Português de Oncologia do Porto revelou que 51 % dos médicos inquiridos concordavam com a legalização da morte assistida e 32% eram contra.

Dos 1148 médicos que participaram no estudo, pouco mais de metade (51%) respondeu que concordava com a legalização da eutanásia, 32% disseram-se contra e 17% admitiu não ter uma opinião definitiva. No mesmo inquérito, respondido de forma anónima, seis médicos confessaram já terem praticado eutanásia e outros dois suicídio assistido, escreve o jornal "Público" esta quarta-feira.

Questionados sobre se estariam dispostos a praticar eutanásia no caso de esta ser despenalizada, a percentagem dos inquiridos que responderam que sim foi inferior à dos que disseram concordar com a legalização: mais de um terço admitiram que o fariam, 44% responderam que não e 19% assumiram não ter uma opinião definitiva.

Apesar de ter começado por ser dirigido a todos os médicos do país, o estudo acabou por ficar limitado aos inscritos no Norte, por falta de participação dos profissionais das outras regiões, pelo que não é representativo da realidade nacional. O autor do inquérito, José Ferraz Gonçalves, oncologista e diretor do IPO do Porto (primeiro serviço público de cuidados paliativos do país), tentou alargar o estudo a nível nacional com a Ordem dos Médicos, mas sem sucesso.

O especialista já tinha, em 2007, feito um estudo semelhante, dessa vez circunscrito a oncologistas: dos 450 então inquiridos, 42,3% manifestaram-se contra a prática da eutanásia, 38,7% a favor e 19% sem opinião.

Outras Notícias