Covid-19

Médicos, idosos e homens são os mais atingidos pelo novo coronavírus

Médicos, idosos e homens são os mais atingidos pelo novo coronavírus

As crianças são as menos atingidas pelo Covid-19 e ainda nenhuma morreu em resultado de uma infeção. Maior estudo já feito sobre o novo coronavírus mostra que taxa de mortalidade dispara entre quem tem mais de 80 anos.

Os investigadores do Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças chinês estudaram 44 672 casos de infeção pelo novo coronavírus (Covid-19) e concluíram que, na larga maioria dos casos (80,9%), a infeção tem um grau moderado; 13,8% são infeções severas e apenas 4,7% são dadas como críticas.

É entre os mais velhos, pessoas com doenças anteriores e profissionais de saúde que se regista o maior número de casos graves e de mortes, reportou a BBC na tarde desta terça-feira.

A taxa de mortalidade continua relativamente baixa. É de 2,9% na província de Wuhan, o epicentro da epidemia, mas cai para 0,4% no resto da China. No global do país, a taxa de mortalidade é de 2,3%. Entre os homens, a taxa de mortalidade é de 2,8%, tornando-os mais suscetíveis de morrer desta doença do que as mulheres (1,7%).

A percentagem real de mortes, todavia, poderá ser bem menor. É que se estima que muitos casos de infeção por Covid-19 simplesmente não estejam a ser diagnosticados, seja por falta de capacidade das autoridades de saúde chinesas seja porque os sintomas são tão leves que nunca chegam a ser testados. Calcula-se que o número real de infeções seja dez vezes superior ao oficial.

Profissionais de saúde

A investigação também deixa clara a vulnerabilidade dos profissionais de saúde. Dos mais de 44 mil casos estudados, 1716 correspondem a infeções confirmadas em profissionais de saúde.

O estudo admite que o pico da transmissão tenha sido em janeiro, mas é ainda demasiado cedo para o confirmar. O que se pode dizer com certeza, nota a BBC, é que esta é uma doença "altamente contagiosa", que se propaga com "rapidez extrema", apesar da "resposta extremada" da China, que mantém milhões de pessoas em quarentena - o que só aumenta o risco de nova propagação acelerada assim que todos os chineses sejam autorizados a regressar aos seus locais de trabalho após as férias prolongadas.

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