Covid-19

Medidas de contenção estão a funcionar. Pico de Covid-19 será no final de maio

Medidas de contenção estão a funcionar. Pico de Covid-19 será no final de maio

As medidas de contenção "estão a ser efetivas" na redução da curva de número de infetados por Covid-19, revelou, este sábado de manhã, a ministra da Saúde, Marta Temido. Com o achatar da curva, expressão utilizada nos últimos dias para referir o objetivo das medidas de isolamento social, o pico da epidemia está agora previsto para o "final de maio".

"Continuamos a estimar que venhamos a ter um número elevado de casos", sublinhou Marta Temido, que demonstrou preocupação com a rede de cuidados continuados, onde se encontram os mais vulneráveis ao novo coronavírus. Para instituições que trabalham com os mais idosos (taxa de letalidade da doença acima dos 70 anos é de 7,9% e no resto da população é de 1,9%), a ministra apelou a voluntários com conhecimentos técnicos que possam prestar auxílio pontualmente, em caso de incapacidade dos cuidadores habituais.

"Esta situação coloca uma enorme pressão sobre o sistema de saúde português, pelo que é necessário fazer o que está ao nosso alcance para reduzir a transmissão", explicou a ministra na conferência de imprensa diária, este sábado de manhã, depois da revelação do boletim diário da DGS, em que se comunica a existência de 100 óbitos relacionados com Covid-19. Sobre o período da Páscoa, que se avizinha, Marta Temido insistiu que terá de ser celebrada de forma diferente do habitual, para travar novos contágios, em situações de convívio familiar.

Projeções a uma semana, que são usadas para planear e prever o impacto da doença, são ajustadas diariamente e indicam que todas as medidas de contenção social estão a abrandar a curva, explicou Graça Freitas, diretora-geral de Saúde. "Não sabemos a semana" em concreto, mas tudo aponta para que o pico da curva seja no final de maio.

"O que sabemos é que não vai ser um dia apenas. Vai ser um planalto com casos semelhantes durante vários dias", explicou, salientando que os dados são úteis para preparar o sistema de saúde.

"Foram feitas projeções iniciais" e é provável que os números semanais sejam superiores a essas projeções, mas são superiores "controlados", disse Graça Freitas. "Temos de estar preparados provavelmente para um número superior de casos", já que aprendemos com a China, sendo feitas projeções com bases nessa realidade, mas existem também novos dados.

Mais de 40 mil testes

A ministra da Saúde revelou que Portugal fez mais de 40 mil testes desde o início de março e até à última quinta-feira, assumindo que nos últimos dias terá sido pedido a alguns doentes que aguardassem em casa até serem chamados para realizar o despiste à Covid-19, devido à falta momentânea de zaragatoas ou reagentes.

Sobre a compra de material, foi anunciada a chegada de 60 mil testes e de equipamentos de proteção individual, que começam este sábado a ser distribuídos. Ainda assim, Marta Temido deixou um apelo à utilização criteriosa das "máscaras e outros equipamentos", sabendo que o "mercado internacional enfrenta escassez".

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