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Menezes considera Europa "um doente em coma completamente moribundo"

Menezes considera Europa "um doente em coma completamente moribundo"

O conselheiro de Estado e ex-líder do PSD, Luís Filipe Menezes, comparou, esta quinta-feira, a Europa a um "doente em coma completamente moribundo" sem esperança de futuro por falta de líderes à altura do desafio.

"Tinha uma esperança de que o chanceler Kohl, mesmo doente, tivesse ido ontem [quarta-feira] à cimeira. Já tinha menos esperança de que o presidente Miterrand pudesse ser exumado e ressuscitado. Portanto o meu estado de espírito quanto a esta Europa e à capacidade de os actuais líderes europeus fazerem alguma coisa que se veja em tempo útil é muito pequena", afirmou o autarca de Gaia, à margem da cerimónia de lançamento da primeira pedra da futura circular do Centro Histórico.

Quanto ao novo plano da UE, saído da cimeira de Bruxelas, Luís Filipe Menezes disse que o que se conseguiu foi "mais uma vez meias tintas" e "medidas minimalistas e meramente reactivas de circunstância".

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"Não estávamos a falar de grandes reformas institucionais da Europa, estávamos a falar de um doente em coma completamente moribundo sobre o qual se discutia como tratar a escara que tem no calcanhar e a afta que tem na língua. E nem isso esses brilhantes estadistas que lideram a Europa foram capazes de resolver", criticou.

Para o social-democrata as medidas anunciadas trarão consequências não só para Portugal, mas para toda a Europa que está doente de "um modelo civilizacional construído depois da II guerra mundial".

"É muito perigoso para a Europa dizer que Portugal tem sífilis, que a Grécia tem cancro e que a Irlanda tem uma coisa incurável. O que está neste momento doente é esta Europa do crescimento económico, da tolerância, da coesão, da integração de várias raças e etnias e do estado social europeu", realçou.

Portugal é o país onde a manifestação da doença é mais evidente porque, justificou, "normalmente quando há uma epidemia, o membro da família mais fraco é o primeiro a manifestar a doença".

Ressalvou, porém, que "depois todos os outros acabam por cair com a mesma doença" e "só mesmo aquela senhora que por azar nosso e acidente da história chegou a chanceler de um poderoso país como a Alemanha não percebeu".

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