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Menezes diz que "receita FMI" já está em Portugal

Menezes diz que "receita FMI" já está em Portugal

O ex-líder do PSD Luís Filipe Menezes assinalou, esta quarta-feira, que a "receita FMI" já está em Portugal "pela mão do engenheiro Sócrates" e através das ajudas permanentes que o BCE tem dado à economia nacional nos últimos meses.

"O FMI já está aí e, se não está formalmente, está através de ajudas permanentes que o BCE (Banco Central Europeu) tem dado à economia portuguesa e ao Estado português nos últimos dois, três meses", afirmou o social-democrata, à margem de uma visita que realizou hoje de manhã a uma instituição de Vila Nova de Gaia.

O presidente da câmara de Gaia assegurou que "o PSD está à vontade" com essa situação e salientou "que esta atitude da Europa de apostar em políticas de austeridade radicais num curto espaço de tempo é uma política errada", uma posição que a também ex-líder do PSD Manuela Ferreira Leite tomou recentemente e com a qual Menezes disse concordar.

"O equilíbrio do défice deveria ser procurado de forma forte, determinada, mas susceptível de ser consolidada, ou seja, mais faseadamente até porque é manifesto que atitudes tão radicais e bruscas levem a que haja recessão económica e com efeitos que são contraproducentes do ponto de vista de equilíbrio orçamental. Essa é uma receita tradicional FMI, ela está em Portugal, já", explicou à Lusa.

"Já está aí a receita FMI pela mão do engenheiro Sócrates", assumiu.

Questionado sobre as críticas do PS às linhas gerais do programa eleitoral social-democrata apresentadas na segunda-feira, Menezes respondeu que os socialistas passam "a vida a distorcer propostas que o PSD nem faz".

"A questão do IVA já mete impressão, porque Pedro Passos Coelho nunca disse que ia aumentar, disse que se houvesse uma necessidade fruto do descalabro que pudesse vir a constatar, nunca faria essa necessidade corresponder a mais sacrifícios para os que menos podem", esclareceu.

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Ainda sobre as acusações do PS, destacou que os socialistas querem "focar o debate político exclusivamente no futuro", esquecendo que "o que se está a julgar é o passado" e os "seis anos de governação socialista".

"Então vamos falar de futuro, mas estes senhores vão embora. Não têm direito a estar à mesa a falar de futuro quando o comprometeram", sustentou o social-democrata, acusando o executivo de Sócrates de ter conduzido "o país para o maior buraco da sua história, o maior nível de endividamento externo e o maior défice orçamental de sempre".

Instado sobre a possibilidade de o seu partido fazer uma coligação pré-eleitoral, Menezes disse concordar com a posição do líder Pedro Passos Coelho, segundo a qual se devem apresentar-se com listas próprias até porque "estas eleições foram solicitadas politicamente por todos os partidos no sentido de refrescamento e clarificação da vida democrática e a clarificação faz-se com projectos claros e alternativos e não com uma confusão".

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