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Movimento Saúde em Dia

Menos 18% das grávidas com "acompanhamento adequado" na pandemia

Menos 18% das grávidas com "acompanhamento adequado" na pandemia

Com base no Portal da Transparência, o Movimento Saúde em Dia comparou a atividade do Serviço Nacional de Saúde no primeiro ano de pandemia face ao período homólogo de 2019. Uma das variáveis analisadas indica que houve "uma redução de 18% na proporção das grávidas com um acompanhamento adequado". Movimento lançou consulta pública para ouvir população.

Constituído pela Ordem dos Médicos, pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares e pela Roche, o movimento pretende recolher sugestões e ideias para melhorar o acesso à saúde em Portugal. Assim, até ao dia 17 de outubro, todos os cidadãos podem submeter os seus contributos através do site do Movimento Saúde em Dia. "Como garantir que os cidadãos têm acesso aos cuidados de saúde quando deles necessitam? Como se pode promover a eficiência? Que áreas da saúde devem receber financiamento prioritário?" são algumas das questões colocadas na consulta pública, cujos resultados serão publicados em novembro.

Sublinhando que a pandemia de covid-19 "afetou o acesso dos portugueses aos cuidados de saúde", o movimento avança com novos indicadores sobre o primeiro ano de pandemia. Com base no Portal da Transparência, a consultora MOAI analisou os números de março de 2019 a janeiro de 2020, comparando com março de 2020 a janeiro de 2021.

Segundo os dados, houve uma redução de 18% na proporção das grávidas com um acompanhamento adequado. Já na área das dependências, houve uma quebra de 44% no número de novos utentes admitidos e foram dadas menos 25% de consultas.

No campo da saúde mental, a incidência de perturbação depressiva avaliada nos cuidados de saúde primários registou uma redução de 24% no primeiro ano de pandemia, assim como os distúrbios ansiosos que apresentaram uma queda de incidência de 15%.

No mesmo sentido, adiantam os números, está a curva da incidência da obesidade registada nos centros de saúde, com uma diminuição de 62% no primeiro ano de pandemia.

"É essencial ouvir a população sobre um assunto que diz respeito a todos e a cada um de nós: a saúde", defende o movimento, lançado há um ano, que há cerca de dois mês lançou também uma petição pública de apelo ao poder político para "promover a recuperação rápida e eficiente de todos os doentes que ficaram por diagnosticar, tratar ou cuidar durante a pandemia".

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