Santa Maria da Feira

Menos peregrinos a caminho de Fátima e grupos mais reduzidos

Menos peregrinos a caminho de Fátima e grupos mais reduzidos

Mesmo em tempo de pandemia, os peregrinos de Fátima renovam o cumprimento de promessas com igual determinação e fé. Mas a tradicional imagem de numerosas centenas de fiéis ao longo do percurso deu lugar a grupos mais contidos e com precauções redobradas.

"Não tenho medo do vírus e vou na mesma a Fátima, mas com os devidos cuidados", garante Filomena Dias, funcionária na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Conhecedora das limitações impostas para as cerimónias do 13 de maio, em que a lotação máxima não deverá exceder as 7500 pessoas no recinto, a "veterana" nas peregrinações não se deixa desmotivar. "Vou conseguir entrar, mas se não for possível estar nas cerimónias, fico num sítio perto, nem que as ouça pelos altifalantes".

Percorridos os primeiros 30 quilómetros, já em plena Estrada Nacional, em Santa Maria da Feira, Filomena Dias, a mais antiga das 15 pessoas que a acompanham a Fátima, recorda que só não fez o percurso ano passado. "Este ano não hesitei, mesmo com o problema da covid, porque temos os cuidados necessários".

Também Cândida Ferreira, organizadora desta deslocação, se mostra determinada e sem receios exacerbados relacionados com a pandemia. "Temos sido um grupo de 30, mas desta vez limitamos a 15 pessoas e com os devidos cuidados. Os quartos ficam apenas com duas pessoas e mantemos os distanciamentos necessários", exemplificou.

"Estamos a fazer o percurso com a mesma vontade e quero chegar com o grupo a Fátima. Não tenho receio de estar nas cerimónias", garantiu, ainda, a peregrina que diz ter já pensada a alternativa para a eventualidade do grupo ser impedido de permanecer no recinto.

"Tentamos cumprir com as nossas promessas no dia 12 e depois logo se vê. No dia 13, nem que seja de longe", explicou.

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A poucos quilómetros de distância, em São João da Madeira, um grupo de quatro peregrinos mostra a mesma determinação. "Só não fizemos a deslocação no ano passado, mas este ano não hesitamos, mesmo com a limitação imposta no santuário", afirmou João Ferreira, de Vila do Conde.

A covid não nos atrapalhou em nada, mas não vamos ficar para a cerimónia", ressalvou.

Mesmo ao lado, Conceição Santos, lembra que, em anos anteriores, integrou grupos maiores, com cerca de 300 pessoas. "Desta vez optamos por um número reduzido [quatro pessoas] por ser mais seguro".

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