Covid-19

Metade das salas de bingo reabertas funciona sem segurança, dizem sindicatos

Metade das salas de bingo reabertas funciona sem segurança, dizem sindicatos

Metade das salas de bingo que voltaram a abrir portas estão a funcionar sem condições de proteção, permitindo que os clientes fumem e, consequente, permaneçam sem máscara, alertou esta quarta-feira a FESAHT, pedindo a intervenção do Governo.

"Há salas de jogo do bingo que estão a funcionar sem as mínimas condições de proteção e saúde, não há distanciamento social mínimo, está a ser permitido fumar em metade das salas, os clientes permanecem nas salas de jogo sem máscara e os trabalhadores sentem-se desprotegidos e com receio pela sua saúde", alertou, em comunicado, a Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT).

Em declarações à agência Lusa, o dirigente da FESAHT Francisco Figueiredo precisou que, "das oito salas abertas, quatro permitem fumo", o que faz com que os clientes estejam dentro destes espaços sem máscara, uma vez que a retiram para fumar e comer e não a voltam a colocar, "pondo em causa a saúde dos trabalhadores".

De acordo com este dirigente sindical, a primeira sala a reabrir foi o Bingo do Boavista, no Porto, assegurando "as mínimas condições de proteção", proibindo o fumo e obrigando os clientes e trabalhadores a usar máscara.

Porém, em seguida abriu o Bingo Trindade, também no Porto, disponibilizando cinzeiros em cima das mesas. Perante esta situação, o Bingo do Boavista repôs os cinzeiros, alegando concorrência desleal .A par destas duas salas, é também permitido fumar nos bingos do Estrela da Amadora e da Nazaré.

"Nós não entendemos esta situação. Isto põe em causa todos os trabalhadores. Os clientes tiram a máscara para fumar e nunca mais a colocam", vincou Francisco Figueiredo. Este dirigente sindical disse que as concessionárias alegam que a lei não é clara quanto a esta matéria.

Assim, a FESAHT "exige que a secretária de Estado do Turismo [Rita Marques] tome uma posição sobre a situação".

Para a federação esta situação contrasta com a realidade presenciada nos casinos, que estão a funcionar "com distanciamento social, proibição de fumar e uso obrigatório de máscara por parte dos trabalhadores e clientes".

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