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Militares da GNR marcam "grande manifestação"

Militares da GNR marcam "grande manifestação"

Os militares da GNR vão fazer uma "grande manifestação" no último dia de campanha eleitoral, a 2 de outubro.

Num comunicado conjunto, divulgado esta segunda-feira após uma reunião das quatro estruturas socioprofissionais do setor, afirma-se também que irão decorrer "diversas ações de protesto" em vários momentos e locais durante a campanha eleitoral, que podem inclusivamente ser em locais próximos dos eventos políticos onde esteja a coligação que sustenta o Governo (PSD e CDS-PP).

As associações sindicais apelam também aos militares para optarem, sempre que possível, pela prevenção e pedagogia, o que implica passarem menos multas (tal como a PSP já está a fazer).

A reunião juntou quatro associações da guarda para decidirem protestos conjuntos, por ainda não ter sido aprovado o estatuto dos militares da GNR, que já foi negociado com o Governo, mas que ainda não foi aprovado em Conselho de Ministros.

No comunicado as organizações salientam que as motivações dos protestos "são o resultado da irresponsabilidade e inércia do Governo, que não cumpriu uma promessa feita aos militares da GNR".

Dizem ainda os responsáveis que "o Governo enganou os militares da GNR, provocando um enorme sentimento de revolta", visto que não há qualquer garantia de que o diploma entrará em vigor ainda na presente legislatura, havendo, pelo contrário, notícias de pressões para que o documento não seja aprovado.

Os oficiais generais do Exército estarão na origem de algumas dessas pressões, por o documento estipular que os lugares de comando da guarda serão gradualmente ocupados por oficiais da guarda, acabando a médio prazo as comissões de serviço dos generais do Exército, indicam as estruturas.

Uma situação, acrescentam, depois de quatro anos "de promessas e de vários meses de negociações", durante os quais os dirigentes associativos "fizeram um enorme esforço para viabilizar um acordo possível de forma a acelerar o processo de aprovação do diploma".

Subscreveram o documento a APG - Associação dos Profissionais da Guarda, a ASPIG - Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda, a ANOG - Associação Nacional dos Oficiais da Guarda e a ANAG - Associação Nacional Autónoma de Guardas.