Educação

Ministério assume sobrecarga no Portal das Matrículas

Ministério assume sobrecarga no Portal das Matrículas

Há pais a desesperarem por não conseguirem entrar no Portal das Matrículas para fazerem as inscrições dos seus filhos. O Ministério da Educação assume que a plataforma "registou um afluxo extraordinário de acessos a partir de 29 de junho, véspera do prazo em que terminaram as matrículas" para o Pré-Escolar e 1.º ano. Ontem o pico de transações por segundo atingiu as 90 mil.

Numa publicação na rede social Facebook, nesta manhã de quinta-feira, a secretária de Estado da Educação, Susana Amador revela que já foram submetidas "mais de 300 mil matrículas - um número que duplica o do ano anterior em período homólogo".

Este ano, matrículas, renovações ou pedidos de transferência devem ser todos realizados pela plataforma online. O prazo para as inscrições no Pré-Escolar e 1.º ano do 1.º ciclo que terminava a 30 de junho (decorria desde 4 de maio) foi prolongado por mais 24 horas, até ontem, já devido a "atualizações" da plataforma.

As renovações e transferências de agrupamentos do 2.º ano ao 12.º ano decorrem até 12 de julho.

"O aproximar do final do prazo do Pré-Escolar e do 1.º ano levou as escolas e a comunicação social a recordarem aos encarregados de educação (EE) as datas, o que fez aumentar substancialmente a procura do portal, em todos os níveis de ensino. De facto, a quase totalidade dos acessos registados ontem foi já para renovações", justificou esta quinta-feira de manhã fonte do Ministério da Educação.

O ME sublinha que o prazo até 12 de julho permite "acessos mais espaçados neste período de 10 dias".

"Situação pode ficar caótica"

"Com situações de 40 mil pedidos de acessos por segundo (picos completamente inéditos) por vezes o sistema fica mais lento, mas está a funcionar, com pequenas paragens técnicas, tal como acontece com outros portais, designadamente o das Finanças", escreveu Susana Amador esta manhã, na sua conta de Facebook.

"Parece-me que o portal não estava preparado para receber o quádruplo ou quíntuplo de acesso em relação ao ano passado", considera o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

Filinto Lima alerta que "se o problema não for resolvido a situação pode ficar caótica". "Já há pais a ligar para as escolas a agendarem deslocação às secretarias para fazerem as matrículas mas o problema é que a plataforma é a mesma, logo o constrangimento é igual em casa ou na escola", alerta.

"Os pais do 1.º ano estão mais atrapalhados, não sei se vão prolongar mais tempo", disse, adiantando que durante o dia de ontem "também não se conseguiram fazer matrículas".

Na publicação, a secretária de Estado explica que face à mudança de paradigma (todas as inscrições, incluindo renovações, passarem a ser feitas online) as matrículas no portal rondam os 85% sendo as realizadas nas secretarias "residuais", "poupando-se muito trabalho às escolas".

"A vantagem do alargamento de funcionalidades online (renovações eram efetuadas em suporte papel) é que ficaremos com os dados que nos permitem melhor monitorizar o abandono escolar e a escolaridade obrigatória!", sublinha Susana Amador.

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