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Ministério da Educação sem decisões sobre o terceiro período

Ministério da Educação sem decisões sobre o terceiro período

Contra a convicção dos diretores de escolas e das associações de pais, o Ministério da Educação emitiu, no sábado, um comunicado afirmando que "são extemporâneas e meramente conjeturais quaisquer afirmações sobre a avaliação final do terceiro período".

Nos últimos dias, os professores têm, através das mais variadas plataformas digitais, lecionado as mais diversas disciplinas a alunos de todos os anos.

"A prioridade durante estas duas semanas, antes das férias da Páscoa, tem sido estabelecer mecanismos não presenciais com os alunos", sobretudo junto dos estudantes em "situação de maior vulnerabilidade", afirmou ainda o ministério de Tiago Brandão Rodrigues. Para isso, o ME já disponibilizou plataformas de comunicação digital para professores, um site com ferramentas de trabalho e um meio de comunicação direto entre a Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) e docentes.

"Não defendo, no futuro, o ensino à distância mas, nos próximos tempos, a escola vai ser assim", disse Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores de Escolas Públicas. "Pode não haver terceiro período na escola e as aulas podem ter que ser dadas através de plataformas digitais", explicou. O início do terceiro período está marcado para meados de abril, precisamente na altura em que a Direção-Geral da Saúde prevê que ocorra o "pico" da Covid-19 em Portugal.

Só duas avaliações?

"O importante é que os alunos aprendam", salientou Jorge Ascenção, responsável máximo da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap). Ascenção acredita que será possível "adequar uma avaliação às aprendizagens que estão a ser feitas". Legalmente, a existência de duas avaliações (do 1.o e 2.o período) é suficiente para que um aluno transite ou fique retido.

O sítio apoioescolas.dge.mec.pt informa que "brevemente, a Direção-Geral da Educação irá disponibilizar um curso sobre metodologias de ensino a distância, procurando também desta forma apoiar as escolas e os seus docentes". A administração da RTP já se mostrou disponível para participar no processo de ensino à distância.

É que, apesar de existirem plataformas para a interação entre professor e alunos, em muitas casas não existe Internet nem computador. "Temos de ter um ensino inclusivo, que não exclua ninguém independentemente ou não de ter acesso à Internet", finalizou Filinto Lima.

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